A Polícia Federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para realizar uma busca e apreensão relacionada ao candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil), no âmbito da décima fase da Operação Overclean. O pedido, porém, foi negado pelo ministro Kássio Nunes Marques.
Deflagrada nesta quinta-feira (17), a nova fase da operação investiga suspeitas de irregularidades em contratações da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte. Segundo a PF, três contratos firmados entre 2024 e 2025 somam mais de R$ 80 milhões e envolvem serviços e fornecimento de materiais didáticos.
Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Entre os alvos estão o empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, os irmãos Fábio e Alex Parente e o ex-secretário de Educação de Belo Horizonte Bruno Barral.
De acordo com a investigação, a PF apura se houve direcionamento de procedimentos de contratação para beneficiar determinados fornecedores. Os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Suspeita envolvendo ACM Neto
Segundo informações divulgadas pela colunista Natália Portinari, do UOL, a PF investiga a hipótese de que ACM Neto tenha indicado um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de favorecer empresários em processos de licitação. A apuração também verifica possíveis indicações para cargos públicos em troca de supostos retornos ilícitos em contratos.
Apesar do pedido da Polícia Federal, a busca contra ACM Neto não foi autorizada pelo STF. Até o momento, conforme as informações divulgadas, não havia manifestação da defesa do político sobre o caso.
Fonte: UOL/BNews e Polícia Federal.