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Políticos rivais firmam acordo de governo de união em Israel

Netanyahu e Gantz

Nesta segunda-feira (20), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e seu rival eleitoral de centro, Benny Gantz, assinaram um acordo para formarem um governo de coalizão de emergência que pode encerrar um ano de impasse político.

O partido de direita Likud, de Netanyahu, e o Azul e Branco, de Gantz, emitiram um comunicado conjunto dizendo que firmaram um pacto de união. O ato vem na esteira de eleições em abril e setembro de 2019 e em 2 de março nas quais nenhum obteve uma maioria no Parlamento.

Os detalhes oficiais da partilha de poder não foram revelados de imediato. Apesar disso, uma fonte do Azul e Branco disse que os dois concordaram que Netanyahu continuará como premiê até outubro de 2021, quando Gantz assume.

Até então, Gantz, ex-chefe das Forças Armadas, atuará como ministro da Defesa e vários de seus aliados políticos. Assim, inclui dois membros do Partido Trabalhista israelense, também ocuparão ministérios.

Durante as negociações, os partidos citaram diversas discordâncias, como a anexação de assentamentos israelenses em planejamento na Cisjordânia ocupada, que os palestinos pleiteiam para um Estado, e a criação de um processo de nomeação de juízes.

As autoridades palestinas não comentaram de imediato.

Netanyahu é alvo de um indiciamento criminal devido a acusações de corrupção que ele nega, entre elas suborno, fraude e violação de confiança. Ele está no poder consecutivamente há 11 anos.

Anteriormente, em campanha, Gantz prometeu não participar de um governo comandado por um premiê alvo de acusações criminais. Apesar disso, recuou recentemente dizendo que a enormidade da crise do coronavírus exige um governo de união de emergência.

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de Agência Brasil

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