PUBLICIDADE

Equipe de karatê com Portosegurense se consagra campeã na inglaterra; Confira a entrevista

Nos dias 13 e 14 de Julho 2019, na Arena Ponds Forge Sports, na cidade de Sheffield na Inglaterra, ocorreu o Campeonato Nacional de Karatê (ENGLISH KARATE FEDERATION NATIONAL CHAMPIONSHIPS – EKF 2019).

O time do JKS Inglês feminino de kumite, treinadas pelo sensei Nick Heald 7th Dan, foi formado por Isabella Wilkes, Lola Fellone, ambas de 12 anos e Luana Henriques, de 13 anos, que venceram a disputa obtendo a medalha de ouro.

Em entrevista exclusiva ao Namidia News, as meninas contaram um pouco sobre a experiência. Veja:

Perguntas:
1- O que você achou quando chegou à competição quais eram suas expectativas?
2- Quando a equipe se mudou para a final e o público vibrou, como você se sentiu?
3- Devido à diferença de idade entre vocês, esta foi sua última luta juntas, após a conquista de várias medalhas de bronze, como foi fechar com uma medalha de ouro?
4- Como você se sente sendo a campeã da Inglaterra?
5- O que é karatê em sua vida?

Reposta Isabella Wilkes:
1- Só para ir lá e curtir e trabalhar em equipe e tentar ganhar uma medalha, já que foi nossa última vez fazendo isso juntas.
2- Senti-me motivada a ganhar e a fazer todo o orgulho e voltar para casa com o ouro, pois estávamos tão perto de consegui-lo
3- É muito bom finalmente vencer a categoria em uma competição de alto nível e trabalhar em equipe pela infeliz última vez.
4- É uma grande conquista para todos nós sermos campeões da Inglaterra e foi uma grande experiência e isso me dá confiança e prova que todo o trabalho duro que fizemos para chegar onde estamos hoje valeu a pena ser campeã da Inglaterra
5- O Karatê é uma grande parte da minha vida. Eu fiz isso desde que eu tinha 6 anos e treinei 5 vezes por semana e me ensinou defesa pessoal, mas também disciplina e respeito aos outros e também conhecer tantas pessoas incríveis e ter vida longa com amigos.

Resposta Lola Fellone:
1- Chegar à competição foi empolgante e estressante como nos disseram sobre o alto padrão da competição EKF e eu não sabia o que esperar.
2- Senti-me motivada a ganhar, a voltar a casa da nossa última competição como equipa com um ouro.
3- É bom ter finalmente passado dos medalhistas de bronze para os vencedores, mas é uma pena que não voltemos a competir como equipe, porque poderíamos ter muito mais ‘golds’ à nossa frente.
4- Isso me faz sentir orgulhosa por sermos campeãs da Inglaterra por causa de todo o trabalho duro que todos nós colocamos. Definitivamente, isso me dará confiança para competições futuras.
5- O Karatê é uma grande parte da minha vida porque eu comecei com 4 anos, me ensinaram não só autodefesa e disciplina, mas também fiz muitos novos amigos.

Resposta Luanna Henriques:
1 – Minha expectativa era dar o meu melhor e tentar trazer o ouro com o time.
2 – Eu me senti muito feliz e orgulhosa do time, porque foi a minha última vez que competimos juntas e nós tínhamos uma chance de vencer e nos tornarmos campeãs. Foi excitante. Pois nós só conseguíamos o terceiro lugar, e ser campeãs da EKF tem um gosto especial.
3 – Foi muito legal, porque foi uma conquista para todos do time, terminar com um ouro.
4 – Me sinto muito feliz pela conquista e realizada pelo trabalho desenvolvido pelo time.
5 – O karatê é uma parte da minha vida e uma coisa que sempre arrumo um tempinho para fazer. É uma segunda família.

O Namidia News também entrevistou as mães das campeãs e todas estavam muito emocionadas ao ver as filhas voando cada vez mais alto e felizes em ter conquistado o tão sonhado ouro. Veja a entrevista:

Perguntas para as mães:
1- Como é ter uma filha que pratica karatê?
2 – Que esforços isso exige da sua vida?

Resposta de Joanne Wilkes, mãe da Isabella Wikes de 12 anos:
1-É incrível ter uma filha louca por karatê, ela me inspira todos os dias com o que conquistou e que ainda se esforça para conseguir mais. Ela ainda está tão motivada e concentrada quanto no dia em que começou. Ela gosta de cada minuto de treinamento para competir. Estamos todos muito orgulhosos dela.
2-Ela tem um enorme impacto em nossa vida, desde treinar 5 vezes por semana, além de treinamento em esquadrão e Inglaterra. Para cima e para baixo no Reino Unido e para competições internacionais, isso dá a Bella oportunidades incríveis. É um grande compromisso, mas não seria de outra forma. Nós fizemos amigos a vida longa e, assim como Bella, uma grande família que apoiam uns aos outros.

Resposta de Debi Fellone, mãe da Lola Fellone de 12 anos:
1-Observá-la crescer em entusiasmo e habilidade nos últimos 8 anos tem sido maravilhoso! O Karatê mantém a Lola em forma e focada, traz disciplina em sua vida e um amável grupo de amigos.

2-As exigências da nossa vida são enormes! Ela frequenta pelo menos 4 aulas locais por semana, e agora ela está na Inglaterra. Há muitas sessões de treinamento em Leeds e muitos torneios de fim de semana em todo o país! É um grande compromisso, mas estamos felizes em dar!

Resposta de Carla Roque, mãe da Luanna Henriques de 13 anos
1-O esporte é uma presença quotidiana na vida dela e o karatê faz parte dessa rotina. Ter uma filha que pratica karatê é um desafio para os nervos. Não é fácil assistir ás lutas e o risco de se machucar, estar sempre ali no entanto ela adora e adora ainda mais a torcida dos seus companheiros de equipe então só nos resta apoiar e torcer por essa grande família que ela criou através do seu esforço e investimento de tempo.
2-O esforço é desumano, aquilo que realmente só se faz pelos filhos. São viagens, equipamentos, inscrições, estadias e finais de semana esquecidos, horas infinitas sentados numa arena ou ginásio sofrendo de coração na mão. Com vitória ou com derrota ela sempre sai sempre de cabeça erguida e isso é a lição que queremos que ela aprenda, ser humilde e aprender com cada experiência.

Entenda mais sobre esse esporte:

O karatê é uma arte marcial japonesa que surgiu em Okinawa e foi desenvolvida sob forte influência do kenpõ chinês, um sistema de combate corporal sem armas muito semelhante ao Kung Fu.

O carate (karaté) Okinawan é um desporto de combate muito técnico, onde os lutadores utilizam todo o tipo de golpes, como pontapés, socos e joelhadas para vencer os seus adversários. Por outro lado, os caratecas (nome dado aos praticantes da modalidade) também dominam várias técnicas:

As técnicas de projeção (ne waza) como as que são utilizadas no Jujutsu;
As técnicas de imobilização (katame waza) que são muito conhecidas no Aikido;
Todo o tipo de bloqueios (uke waza), o que lhes permite ser praticantes ainda mais fortes e resistentes.

O termo caratê (karatê) é uma palavra japonesa que significa “mãos vazias” e está associado ao facto do carateca utilizar apenas armas de combate naturais, como a visão, as mãos, os braços, o corpo, os pés e a inteligência.

A prática da modalidade permite desenvolver a força, a velocidade, os reflexos e a coordenação de movimentos e é, sem dúvida, um exercício terapêutico excelente.

O objetivo maior desta arte marcial é o aperfeiçoamento do caráter dos seus praticantes e a disciplina do corpo e da mente através de treinos árduos.

O karatê na atualidade
No final do milênio passado, especialmente no ano de 1999, na 109ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), confirmou-se o reconhecimento da Federação Mundial de Caratê – World Karatê Federation (WKF) como órgão governativo máximo do caratê mundial.

Este facto contribuiu para o reconhecimento do caratê como desporto universal e isso levou-o a figurar como desporto de demonstração nos Jogos Olímpicos de Atenas no ano de 2004.

Atualmente, o karatê é um desporto aclamado em todo o mundo e a sua prática atrai milhões de atletas.

 

Leia mais

PUBLICIDADE