O Instituto Gamaleya de Epidemiologia e Microbiologia, em Moscou, concluiu os ensaios clínicos e a documentação está sendo preparada para registrar a vacina e assim será possível começar a campanha em outubro. Médicos e professores seriam os primeiros a serem vacinados.
O Instituto Gamaleya está trabalhando em uma vacina baseada em adenovírus. No entanto, a velocidade com que a Rússia está desenvolvendo os ensaios clínicos e a falta de transparência para divulgar os resultados geram questionamentos se Moscou está colocando prestígio nacional antes da ciência e da segurança.
Aqui no Brasil o representante do governo estadual do Paraná esteve nesta semana com o embaixador russo para discutir uma possível parceria e ofereceu a estrutura do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para a produção.
Já o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou durante coletiva nesta quarta-feira (29) que o governo da Rússia procurou o governo de São Paulo para se associarem na produção da vacina.

“Nós fomos procurados por emissários do governo russo. Porque essa vacina, ela é feita no instituto estatal russo, enfim, eles queriam saber se nós poderemos nos associarmos a ele para a produção dessa vacina”, disse Dimas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que para se fazer um ensaio clínico no Brasil, é preciso aprovação do Conep que é a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa , órgão vinculado ao Ministério da Saúde.
Redação com Globo News