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Mesa redonda debate integração de políticas públicas no combate à violência de gênero no Extremo Sul da Bahia


Em alusão ao Mês Internacional da Mulher, o Observatório Social de Gênero e Violência contra a Mulher (OSGEVIM), vinculado à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), promoveu no dia 25 de março de 2026 uma mesa redonda virtual com o tema: “Como integrar Políticas Públicas de Saúde, Segurança, Cuidado e Assistência Social para combater a Violência de Gênero?”


O encontro reuniu representantes de instituições governamentais e do controle social com atuação no Extremo Sul da Bahia, com o objetivo de fortalecer o diálogo e construir compromissos efetivos para consolidar uma rede de atenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres, considerando suas diversidades e múltiplas realidades.
Entre as participantes estiveram lideranças e representantes de órgãos e coletivos que atuam diretamente no atendimento e defesa dos direitos das mulheres, como Kadara Pataxó (CRAM de Santa Cruz Cabrália), Magda Falabretti (Conselho Municipal de Saúde de Porto Seguro), Damaris Santos (CMDM de Eunápolis), Carmelita Santos (Secretaria da Mulher de Porto Seguro), Rosângela Souza (DEAM de Porto Seguro), Andreia Paulino (Comissão da Mulher da OAB – Subseção Porto Seguro) e Joana Souza (Coletivo Intermunicipal Rede Coragem). A mediação ficou a cargo da professora Rocio Alvarez, coordenadora do OSGEVIM e vice-coordenadora do Bacharelado em Gestão Pública e Social da UFSB.
Com a participação de cerca de 100 pessoas de forma online, o evento também abriu espaço para interação com o público, que pôde enviar perguntas às convidadas. Durante o debate, foi consenso a necessidade de ampliar ações preventivas, especialmente no ambiente escolar e junto ao público masculino, além de fortalecer o trabalho de conscientização na sociedade.
Outro ponto destacado foi a urgência na ampliação de investimentos públicos — em nível federal, estadual e municipal — voltados à prevenção e combate à violência de gênero, bem como a importância da atuação integrada entre instituições governamentais e não governamentais nos municípios da região.
As participantes também chamaram atenção para a necessidade de incluir de forma mais efetiva grupos historicamente invisibilizados nas políticas públicas, como a comunidade surda, mulheres trans e travestis, além daquelas em situação de maior vulnerabilidade social.
O evento contou ainda com acessibilidade em Libras, por meio do trabalho dos intérpretes Gustavo Santana Fonseca e Wanderson Meira Silva, ambos da UFSB.
A iniciativa reforça a importância do diálogo interinstitucional e da construção coletiva de estratégias para enfrentar a violência de gênero, um problema que segue em crescimento no Brasil e exige respostas cada vez mais articuladas e eficazes.

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