O g1 obteve um áudio de WhatsApp do empresário do setor do agronegócio Adelar Eloi Lutz, onde ele confessa ter orientado funcionárias, no oeste da Bahia, a colocar “o celular no sutiã” para filmar o voto na urna eletrônica e comprovar, posteriormente, que votaram conforme sua imposição.
Na tarde desta quarta-feira, o suspeito disse que o áudio se tratava de uma “brincadeira”. Por telefone, ele afirmou à reportagem que não iria se posicionar sobre o caso.
No entanto, depois de toda repercussão, ele publicou um vídeo em uma rede social onde falava sobre o ocorrido. “Mandei para várias pessoas, mas não sei como foi parar em outros lugares. Jamais ia fazer isso [demitir alguém]”, garantiu.
Ainda no vídeo, o empresário disse que alguns de seus funcionários têm familiares que apoiam o candidato à presidência do partido oposto ao que ele vota.
“Eu tenho gente que está trabalhando aqui que a família toda é PT, eu botei para fora? Eu não, só disse que tem que analisar e tal, mas não por isso, não tem pressão nenhuma”, disse.
O caso de suposto assédio eleitoral é apurado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O órgão instaurou inquérito na segunda-feira (17) e deu dois dias para manifestação da defesa do ruralista.
Fonte: g1