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Vizinhos de terreiro em Porto Seguro reclamam de barulho durante a madrugada

Depois da veiculação da matéria do Namidia News nesta terça-feira (9) sobre a mulher denunciada por intolerância religiosa contra integrantes de um terreiro de Candomblé (relembre aqui) em Porto Seguro, diversos leitores comentaram o caso no Instagram e no Facebook do site.

Lendo os comentários, percebe-se que muitos deles eram de vizinhos do terreiro Ilê Oyaleicam Asè Odekatura, que afirmam que o local não respeita a lei do silêncio.

Os relatos apontam que o terreiro emite barulhos de tambores durante toda a madrugada. Um dos comentaristas afirma: “Eles adentram a noite inteira ao som, acredito que cada um tem sua religião, mas é falta de respeito aos moradores. Moro ali também, e fico indignado com o barulho que, em alguns dias, vai a noite inteira. Espero que o pessoal do terreno compreenda a indignação de alguns moradores. Isso não se chama perseguição religiosa, se chama bom senso.”

Algumas pessoas o criticaram, alegando que ele deveria dizer o mesmo para as igrejas evangélicas. Em resposta a isso, ele disse: “Serve pra todos, eu estou colando essa situação, pois as igrejas evangélicas que estão ao redor da minha casa não ficam a noite inteira até ao amanhecer ao som de tambores. Já a situação do terreiro, eles ficam a noite inteira, estou falando aquilo que vivo todos os dias morando próximo a eles.”

Outra pessoa reprovou a forma como os policiais levaram a mulher para a delegacia, mas disse que “só quem mora perto de terreiro de candomblé sabe que eles costumam exagerar também! Invadem a madrugada batucando seus tambores e atrapalham quem precisa dormir pra estar de pé bem cedo! Nada contra a religião, mas as pessoas tem que ter bom senso também! A lei do silêncio fala que é até às 22hs mas pro candomblé pode virar a noite?”

Diante desses comentários, uma leitora troçou das reclamações contra o barulho dos terreiros. “Engraçado que no carnaval o som do tambor na “madrugada” não é problema pra muitos”, disse ela.

Além das denúncias sobre o som do terreiro e das reprovações a tais comentários, houve também uma polarização nas reações quanto à ação da mulher e a reação da polícia.

Enquanto uns atacaram a mulher identificada como Jacqueline, outros a defenderam.

Dentre os comentários, muitos acusaram a mulher de intolerância e de ser “folgada” e “exaltada”. “Tem que ser presa mesmo”, afirmou uma leitora.

Entretanto, muitos outros também defenderam a mulher, afirmando que ela teve um surto. “Pessoal, ela tem problemas e estava sem tomar medicamentos, é uma boa pessoa e muito trabalhadora”, diz um deles.

Outro afirma: “Quem conhece Jaque sabe a boa pessoa que ela é, teve um surto, acontece, mas graças a Deus ela está melhor, não condenem ela, é um ser humano que também erra, ela irá pagar pelo seu erro, mas não crucifiquem ela.”

E você, o que acha disso tudo?

Da Redação Namidia News

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