Mulher é denunciada por intolerância religiosa contra integrantes de terreiro em Porto Seguro

Uma nota de repúdio do terreiro de Candomblé Ilê Oyaleicam Asè Odekatura, em Porto Seguro, denunciou atos de intolerância religiosa cometidos por uma mototaxista.

De acordo com os relatos, a mulher causou lesões corporais leves e realizou ameaças de morte a toda uma família praticante da fé de Candomblé e o seu culto.

Conforme vizinhos, na noite de domingo (7), a mototaxista havia comentado que iria invadir e quebrar “tudo que visse pela frente dentro daquela obra de satanás”.

No dia seguinte (8), por volta das 7h10m da manhã, a mulher identificada como Jacqueline, vizinha do terreiro, esmurrou o portão do local. Segundo a denúncia, quando foi atendida, ela adentrou com brutalidade ao barracão.

Assim, ela teria se dirigido às entidades e assentamentos e começado a dizer coisas como: “vocês não são de Deus” e “irei quebrar toda essa obra do satanás”.

Após as falas, o terreiro conta na nota que Jacqueline quebrou os assentamentos, louças, quartinhas de barro, destruiu as ervas e plantas que ali estavam.

O relato afirma que ela teria tomado posse de uma peça de ferro que fazia parte de um dos assentamentos e partido em direção à Sra. Leudei Reis, proprietária do imóvel e mãe de santo, para atacá-la, quando alguns integrantes do terreiro conseguiram segurá-la e imobilizá-la.

Posteriormente, a polícia chegou. Entretanto, vídeos mostram que a mulher resistiu à abordagem dos agentes, que conseguiram colocá-la na viatura e levá-la para a delegacia. No local, ela foi algemada.

A nota de repúdio termina dizendo que “as agressões contra Mãe Leuda de Oyá, sua família e demais membros do terreiro ocorreram tão somente porque estes integram uma comunidade que segue as tradições do Candomblé, distorcendo a importância histórica e cultural das religiosidades negras, dos Babalorixás e Ialorixás, os quais são considerados guardiões e guardiãs da memória de povos africanos escravizados no Brasil.”

“Além disso, estes tipos de manifestações tentam impor uma visão errônea de que a religião dos orixás é falsa, satânica, difundindo, portanto, uma postura intolerante e discriminatória, o que é inadmissível.”, finaliza a nota.

Da Redação Namidia News

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