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Manifestantes voltam a ocupar ruas dos EUA em atos após morte de George Floyd


Cidades dos Estados Unidos registraram nesta sexta-feira (29) mais uma jornada de protestos em resposta à morte de George Floyd.

O ex-segurança que morreu após um policial branco o asfixiar enquanto já estava sob custódia em Minneapolis.
Houve tumulto e confronto com a polícia em diversas partes do país, e, na capital Washington, a Casa Branca foi momentaneamente trancada. 

Nesta tarde, o policial filmado com o joelho sobre o pescoço de Floyd foi detido e formalmente acusado de homicídio. Outros três policiais estão sob investigação. 

A morte de Floyd, ocorrida na segunda-feira, reacendeu a discussão sobre violência policial e racismo e gerou manifestações nos EUA ao longo da semana, mesmo com as recomendações de distanciamento social por causa da pandemia do novo coronavírus.

Em Atlanta, centenas de pessoas protestaram em frente à sede da emissora CNN, que teve um repórter preso na cobertura dos atos nesta tarde.
Houve tumulto.Manifestantes marcharam em direção à Casa Branca, em Washington, sede do governo dos EUA.Em Minneapolis, os protestos continuam a poucas horas do toque de recolher impostos pelo prefeito e pelo governador a partir das 20h (horário local).

Novo protesto tomou uma praça em Nova York, cidade onde dezenas de pessoas foram presas após confronto com a polícia na quinta-feira. Também foram registrados atos na Flórida, no Novo México, no Colorado, em Ohio, no Texas, no Arizona, em Kentucky e em Nevada, segundo a agência Associated Press.


Na capital Washington, centenas de pessoas caminharam rumo à Casa Branca, sede do governo dos EUA e residência do presidente Donald Trump. Por isso, o local precisou ser trancado pelo serviço secreto por “precaução”, mas as restrições foram retiradas momentos depois. 

Um grupo também tentou chegar ao Trump Hotel, empreendimento do magnata republicano na capital. 

A cidade registrou tumulto entre manifestantes e policiais. Forças de segurança responderam com spray de pimenta durante os confrontos.

No início da noite, centenas de pessoas se aglomeraram em frente à sede da emissora CNN em um ato contra o racismo. Um repórter do canal foi detido enquanto cobria as manifestações nesta quinta. 

O protesto começou pacífico, mas logo houve tumulto. Um grupo pichou o letreiro com a logo da emissora, e outros queimaram carros e entraram em confronto com as forças de segurança. Houve manifestantes que queimaram a bandeira dos EUA e pediram aos policiais que “deixassem seus empregos”. 

Pelo segundo dia consecutivo, Nova York registrou atos contra a violência policial. Além da morte de Floyd, os manifestantes relembraram Eric Garner, outro homem negro morto em ação policial em 2014 em Staten Island.

Os protestos ocorreram mesmo com as medidas severas de isolamento social na cidade mais atingida pela Covid-19 no mundo. 

Assim como na quinta-feira, houve confronto entre policiais e manifestantes.
Uma multidão tentou derrubar barreiras de contenção e jogou garrafas de água contra as forças de segurança, que dispararam bombas de gás lacrimogêneo.

A morte de Floyd, um homem negro, gerou revolta em diversas partes dos Estados Unidos. Ele foi detido após o funcionário de uma mercearia chamar a polícia e acusá-lo de tentar pagar as compras com uma nota falsa de US$ 20. 

A autópsia informa que não há “nenhum achado físico que suporte o diagnóstico de asfixia traumática ou estrangulamento”. 

Porém, o efeito combinado de George Floyd ser restringido pela polícia, juntamente com suas condições de saúde subjacentes e quaisquer possíveis intoxicantes em seu sistema, “provavelmente contribuíram para sua morte”, de acordo com a acusação. 

Floyd sofria de doença arterial coronariana e doença cardíaca hipertensiva.

O jornal “Chicago Tribune” conta que Floyd fazia parte da massa de desempregados nos Estados Unidoscausada pela pandemia de novo coronavírus.
Ele perdeu o emprego como segurança em um restaurante depois que o estabelecimento fechou com as medidas de isolamento. 

Nesta sexta, o presidente Donald Trump afirmou ter conversado com familiares de Floyd. “Quero expressar as mais profundas condolências de nossa nação e as mais sinceras condolências à família de George Floyd”, disse ele a jornalistas na Casa Branca, ao informar que tinha entrado em contato com os familiares.

Embora tenha lamentado a morte de Floyd, Trump disse que o “tiroteio vai começar” quando houvessem mais saques nos protestos. A publicação feita no Twitter foi marcada pela rede social como “incitação à violência”.

Redação Namidia News, com informações da CNN

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