Ai Se Eu Te Pego: Hit de Sharon Acioly cantado por Michel Teló atinge 1 bilhão de visualizações no YouTube

Ai Se Eu Te Pego: Hit de Sharon Acioly cantado por Michel Teló atinge 1 bilhão de visualizações no YouTube

Hit de Sharon Acioly cantado por Michel Teló, “Ai Se Eu Te Pego” atingiu a marca de 1 bilhão de visualizações no YouTube. A canção alcançou o feito neste domingo (27), tornando-se a terceira música brasileira a ultrapassar o bilhão na plataforma – juntamente a “MC Fioti – Bum Bum Tam Tam” (1,5 bi) e “MC Kevinho – Olha a Explosão” (1,1 bi).

Com o sucesso, também vem a lembrança dos processos e da dor de cabeça que a música rendeu a Sharon. No início, ela dividia os créditos de “Ai Se Eu Te Pego” com Antonio Dyggs, dono de uma casa de shows em Feira de Santana, na Bahia.

O empresário conheceu o funk “Nossa, assim você me mata! Ai, se eu te pego! Ai, ai, se eu te pego!”, cantado por Acioly, em 2008. Na época, ela era animadora de palco do clube Axé Moi, em Porto Seguro, e famosa na internet pela Dança do Quadrado.

A partir daí, a canção foi gravada como um forró pelos grupos Os Meninos de Seu Zeh (empresariado por Dyggs), Cangaia de Jegue e Garota Safada (de Wesley Safadão) até entrar para o repertório de Michel Teló. As redes sociais da época foram inundadas pelo clipe, publicado em 25 de julho de 2011 no YouTube.

O hit ficou tão famoso que chegou a ganhar coreografia repetida nos campos de futebol por Neymar e Cristiano Ronaldo, algo que ajudou a espalhar a canção pela Europa. Assim, “Ai Se Eu Te Pego” liderou as paradas musicais em mais de 20 países na Europa e na América.

“Quando fiz a primeira versão da música, quando ainda era só um funk de apresentação dos dançarinos que me acompanhavam nos shows pelo Brasil, eu tinha o feeling de que um dia iria dar em alguma coisa, mas nem nos meus mais fantásticos sonhos imaginei algo tão grandioso. Mundial!”, comemora Sharon em entrevista exclusiva ao Observatório da TV.

Entretanto, mesmo com a euforia do sucesso, por pouco o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) não impediu Michel Teló de cantar seu carro-chefe. Três estudantes reivindicaram a autoria do refrão cantado por Sharon Acioly e também aparecem nos créditos da música: Aline Medeiros da Fonseca, Amanda Grasiele Mesquita Teixeira da Cruz e Karine Assis Vinagre. Ademais, outro trio de jovens também entrou na Justiça, porém não obtiveram o reconhecimento da composição.

“Sempre perguntam [se fiquei rica]. Quem fica rico é o intérprete porque, além do Ecad [Escritório Central de Arrecadação e Distribuição], ganha fazendo comerciais de TV, publicidade em geral. O número de shows aumenta. Visualizações no YouTube vão à Lua, venda de CDs, DVDs, streaming… O intérprete sempre ganha mais. Os compositores ficam com a parte autoral apenas”, explica Acioly. À Justiça, ela alegou ter recebido R$ 100 mil desde o lançamento da música (o rendimento total nos dois primeiros anos alcançou R$ 10 milhões).

Sonho da TV

Mesmo se tornando uma celebridade como cantora e compositora, Sharon sempre desejou ser apresentadora de televisão. “Quando minhas amigas pintavam os cabelos de loiro para tentar ser Paquita, eu ficava esperando vagar o lugar da Xuxa!”, brinca.

Seus dois maiores hits a aproximaram o grande sonho de infância, mas a briga judicial a impediu de realizá-lo.

“Sempre quis comandar um programa de auditório, meu trabalho nos palcos de Porto Seguro sempre foram inspirados pela TV. Quando a música estourou internacionalmente, resolvi mudar de Porto Seguro para Salvador para buscar isso. Um conhecido era dono de um canal fechado na cidade e me ofereceu um espaço. A princípio, eu iria bancar tudo, até atrair patrocinadores. Aí veio o processo e minha vida ficou suspensa no ar”, lamenta Acioly, que precisou suspender outros projetos.

Ela relembra: “Depois que o processo sobre a autoria da música saiu na mídia, tive vários convites cancelados. Estava com Caldeirão [do Huck] e Esquenta marcados e confirmados. Eu iria lançar uma terceira música, parecia que ia ser abraçada pela mídia. E aí tudo foi cancelado. A desculpa foi ‘mudança de pauta’ dos programas, mas era óbvio que era por causa do processo”.

Em 2012, Sharon Acioly passou por uma gravidez de risco e deu à luz Sabrina. Pouco a pouco, foi voltando aos trabalhos e migrou para a produção de eventos. “Fiz Copa do Mundo, Olimpíada e Paralimpíada. Depois disso, a demanda caiu e tive a ideia de ir para os Estados Unidos. Sou americana de nascimento, então para mim não haveria muita dificuldade para trabalhar lá. Montei uma pequena empresa de festa infantil de estilo brasileiro e consegui um espaço em rádio brasileira. Até que veio a pandemia”.

Seis meses atrás, sai da Flórida e passou a morar com a família em Saquarema (Região dos Lagos do Rio de Janeiro). Atualmente está com 50 anos e lutando contra a Covid-19, não podendo comemorar o bilhão de “Ai Se Eu Te Pego” como gostaria.

“Vim para o Brasil por causa da pandemia. Minha família precisava da minha presença. Devo ficar por um tempo mais longo do que o planejado. Estou me recuperando da Covid, não está fácil. As sequelas são bem duras. Tenho tido dias de muita dor, noites sem dormir. O pior são as dores muito fortes. Mãos pés e lábios dormentes. A Covid atacou meu sistema neurológico e desencadeou uma neuropatia diabética”, descreve.

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de Observatório da TV

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