DNA de queijo do Marajó produzido de forma artesanal se destaca como produto saudável e natural

Tradicional iguaria marajoara de leite de búfala conquista mercado com exemplar único de produção e sabor

Considerado um belo recanto amazônico, que proporciona um espetáculo natural em praias de água doce, igarapés, e fazendas, Salvaterra está localizado na Ilha do Marajó. A Ilha do Marajó fica a 87 km de Belém do Pará e ocupa uma área de 50 mil quilômetros quadrados. Além do destaque para o cenário paradisíaco, a região foi agraciada pela presença do animal que possui uma força descomunal: búfalo. O animal é o símbolo do Marajó, fornecendo tradição, carne, couro e leite. O leite que é transformado em queijo, receita centenária e diferenciada, motivos pelo qual ganham força no estado do Pará.

Partindo da premissa de preservar a tradição realizada há mais de 200 anos na região, em 2006, os empresários Marcus e Cecília Pinheiro iniciaram na Fazenda São Victor, a produção de queijo do Marajó.

Marcus Pinheiro explica que o queijo do Marajó da Fazenda São Victor é produzido de forma simples, mas preservando a qualidade e os benefícios de uma alimentação saudável, uma vez que não têm conservantes, e com 100% de leite de búfala, fatores que justificam a qualidade deste produto, que pode ser facilmente encontrado em supermercados e restaurantes do Estado.

“A produção do queijo inicia geralmente no dia anterior, através da filtragem e desnate do leite, sendo utilizados em média sete litros de leite de búfala para fabricação de um quilo de queijo do Marajó. Em seguida, ele é levado para um tanque no qual fermentará espontaneamente. Horas depois é efetuado o corte da coalhada e eliminação do soro. A etapa seguinte (que pode se repetir até quatro vezes) é a retirada da acidez, e nessa fase, é preciso acrescentar leite à massa, que posteriormente será aquecida espremida. Nesse estágio, o queijo adquire consistência e é realçado na cor branco”, explica Marcus.

Cecília relata sobre as fases finais do processo de produção, e garante que elas são cruciais para garantir a qualidade e sabor do queijo. “Algumas etapas são efetuadas até que, na fase fina, é aplicado o resfriamento para posteriormente, a moagem da massa, que é aquecida de novo e com o uso de uma colher é agitada até a fusão atingir a consistência desejada. Na sequência, enformamos em recipientes próprios e embalamos à vácuo”, complementa.

A queijaria da Fazenda São Victor, por meio do Projeto Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Queijo do Marajó, conquistou certificado de qualidade artesanal do produto. A partir disso, os empresários decidiram galgar voos mais altos, no quesito investimento, obtendo frutos positivos, os quais se refletiram em premiações expressivas no gênero alimentício, entre elas o primeiro lugar no XII Encontro Nacional de Criadores de Búfalos e II Marajó Búfalos, tendo o reconhecimento na maior premiação de queijos artesanais, “Medalha de Bronze”, no III Prêmio Queijo do Brasil em São Paulo.

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