Intel anuncia entrada no mercado de processadores para smartphones e tablets

Primeiro aparelho com o chip, Lenovo K800 roda a versão 4.0 do Android e tem tela com resolução de 720p

Durante um keynote especial na CES 2012, o presidente da Intel Paul Otellini anunciou aquilo que os geeks esperaram muito tempo para ouvir: a empresa, finalmente, botou seus pés no mercado de chips para smartphones. O primeiro aparelho que traz o processador Medfield embarcado foi mostrado no evento: trata-se do K800, smartphone produzido pela Lenovo e que tem em seu coração o Intel Atom Z2460, o primeiro chip com arquitetura x86 a rodar em um telefone inteligente.

O aparelho tem boas configurações: com 10 milímetros de espessura, ele roda a versão 4.0 do Android, tem tela de 4,5 polegadas com 1920 x 720 pixels de resolução, câmera de 8MP e funciona em redes HSPA+. A empresa afirma que a bateria do aparelho segura 8 horas de conversa em 3G. Como nem tudo é perfeito, o novo aparelho só será vendido na China por enquanto – o maior mercado de smartphones do mundo.

Além da Lenovo, a Intel anunciou uma parceria com a Motorola para que a empresa fabrique telefones e tablets com o novo Medfield. O CEO da Motorola, Sanjay Jha, também esteve presente no keynote e confirmou que a Motorola lançará o primeiro aparelho Android com processador Intel no segundo semestre de 2012. Tudo indica, no entanto, que esse novo smartphone com chip Intel também rodará o Android Ice Cream Sandwich, e deverá ser anunciado oficialmente no Mobile World Congress, em Barcelona, no final de fevereiro.

A chegada da Intel no mundo dos smartphones e tablets, além do esforço que a empresa tem feito para a popularização dos smartphones mostra que, agora, a fabricante de processadores aposta não só na performance, mas também na conectividade e mobilidade dos usuários. Aliás, este foi o tom do discurso de Otellini, que mostrou ao longo do keynote como os processadores estão presente em vários aspectos do nosso dia a dia. “Saímos da era do computador pessoal para a era da computação pessoal. O device é o menos importante”, concluiu.

 

 

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