Brasileiros mostram fotos de ‘caça’ a aurora boreal realizada no Ártico

Grupo de 30 pessoas presenciou ‘dança das luzes’ na última semana.
Interação de partículas solares com a atmosfera da Terra provoca fenômeno.

Um grupo de 30 brasileiros que esteve na última semana na Noruega conseguiu presenciar um dos fenômenos mais belos da natureza: a aurora boreal.

Os “caçadores” de aurora desembarcaram para uma expedição nos países árticos no último dia 30, passando pelas cidades norueguesas de Tromso e Svalbard, além de parte da Lapônia finlandesa.

De acordo com o carioca Daniel Japor Garcia, 37 anos, líder da expedição, turistas do Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Amazonas e Santa Catarina enfrentaram o frio e a neve em busca da “dança das luzes”.

“Nem bem chegamos à região e conseguimos ver a aurora já de dentro do avião. Assim que fomos para Tromso, a aurora estava tão forte que mesmo com as luzes da cidade ela ficava fantástica”, disse Garcia.

Imagem da aurora boreal feita no início de fevereiro por brasileiros que estavam na Noruega (Foto: Divulgação/Aurora Connection)

Emoção
A cada movimento das “luzes do Norte”, como as auroras são conhecidas, os brasileiros comemoravam de forma intensa.

“Só não tivemos aurora boreal forte por dois dias, sendo que em um deles o tempo fechou. Nos outros dias, tivemos um espetáculo como nunca tinha visto, as luzes estavam nítidas e pareciam que podiam ser tocadas com as mãos”, complementou Garcia.

Nesta expedição os brasileiros pagaram cerca de R$ 10 mil para presenciar o fenômeno.

O que é?
Resultado da interação de partículas de vento solar com a atmosfera da Terra, as auroras podem causar alterações nos sistemas de satélites e afetar comunicação por rádio nos polos.

Existem dois tipos. A aurora “boreal” pode ser vista apenas na região do Círculo Polar Ártico na Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Rússia, parte da América do Norte e na Escócia. Como durante o verão na região, há luz 24 horas por dia, o fenômeno é melhor visualizado durante o inverno no Hemisfério Norte — mas as baixas temperaturas podem desencorajar os turistas.

No lado oposto do planeta, a aurora é “austral”. Ela pode ser vista na Antártida e, mais raramente, no extremo Sul de Chile, Nova Zelândia e Austrália. Novamente, elas são mais intensas e belas durante o inverno, mas poucos se aventuram a passear pela Antártida nessa época do ano.

A aurora boreal da segunda quinzena de janeiro atingiu grau 3, de uma escala utilizada pela agência espacial norte-americana (Nasa) que vai até 5.

De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), a navegação aérea e as plataformas petrolíferas também podem ser afetadas nestas regiões devido ao fenômeno espacial.

Um grupo de 30 brasileiros percorreu cidades da Noruega e parte da Finlândia em busca da aurora boreal. (Foto: Divulgação/Aurora Connection)

 

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