Indicador subiu 4,1 pontos percentuais em relação ao semestre anterior; país é citado como referência por Flávio Bolsonaro

A pobreza voltou a crescer na Argentina durante o governo de Javier Milei. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) apontam que 32,3% da população argentina vivia abaixo da linha da pobreza no primeiro semestre de 2026, o equivalente a cerca de 9,7 milhões de pessoas.
O índice representa uma alta de 4,1 pontos percentuais em comparação com o segundo semestre de 2025, quando a taxa havia ficado em 28,2%. O resultado interrompe a sequência de quedas registrada desde 2024, ano em que o indicador chegou a 52,9%.
A situação econômica argentina ganha destaque no debate político brasileiro porque o país é citado como referência pela campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar da redução da pobreza observada em períodos anteriores, o novo levantamento indica uma reversão no primeiro semestre deste ano. A evolução do indicador ocorre em meio às medidas econômicas adotadas pelo governo Milei, que incluem cortes de gastos públicos e mudanças em subsídios.
O levantamento considera 31 aglomerados urbanos pesquisados pelo Indec e utiliza critérios oficiais para medir a parcela da população cuja renda não é suficiente para cobrir a cesta básica total.
Os dados mostram que, apesar das mudanças econômicas implementadas pelo governo argentino, a pobreza voltou a avançar no período mais recente, reacendendo o debate sobre os efeitos dessas políticas no orçamento das famílias.