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Presidentes da Conmebol e da Concacaf são presos em hotel na Suíça

RTEmagicC_napout.jpgOs presidentes da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Juan Ángel Napout, e da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), Alfredo Hawit, foram detidos durante uma operação da polícia suíça no Baur au Lac, mesmo hotel em que o ex-presidente da Fifa, José Maria Marin, e outros membros da Fifa foram presos em maio deste ano, dias antes de uma reunião da entidade em Zurique.

A operação foi realizada por solicitação do Departamento de Justiça dos Estados em cooperação com a Justiça da Suíça. Aos 57, o paraguaio José Ángel Napout substituiu o uruguaio Eugenio Figueiredo – preso no meio do ano – no comando do Conmebol. Já Hawit tem 64 anos e também assumiu a Concacaf depois que o ex-presidente, Jeffrey Webb, foi preso na operação semelhante que aconteceu em maio. Webb aceitou a extradição para os Estados Unidos e responde a processo em liberdade.

Logo após a operação, a Fifa confirmou a realização de uma reunião para tratar de assuntos ligados a reformas no estatuto. A entidade informou ainda que o presidente da CBF, Marco Polo del Nero também é alvo das investigações por violar o código de ética. Del Nero tem evitado sair do país por medo de uma possível prisão e ficou de fora de jogos importantes da seleção brasileira e de reuniões na Conmebol e acabou perdendo o cargo na entidade. Ele foi substituído por Fernando Sarney. Em comunicado ao Globo Esporte, Sarney afirmou que sua agenda de compromissos na CBF está mantida após as prisões.

Reformas
Em reunião na manhã desta quinta-feira (3), o Comitê Executivo da Fifa aprovou um pacote de reformas para a entidade. Entre as decis]ões estão o limite de três mandatos na presidência da Fifa (máximo de 12 anos) e a obrigação de cada federação ter ao menos uma mulher em seu comando.

Em comunicado, as autoridades suíças afirmaram que mais prisões podem acontecer nesta quinta e nos próximos dias. Uma coletiva foi marcada pela procuradora americana Loretta Lynch para falar sobre a operação.

Correio

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