Rui Costa e outros 19 governadores dizem em nota que alta do preço da gasolina é ‘problema nacional’

Rui Costa e outros 19 governadores dizem em nota que alta do preço da gasolina é 'problema nacional'

O governador da Bahia, Rui Costa, e outros 19 governadores divulgaram uma nota na qual afirmam que o aumento do preço da gasolina é um “problema nacional”. Assim, eles negam que isso seja culpa das unidades da federação.

A breve carta, intitulada “Nota dos Governadores Sobre o Preço dos Combustíveis”, foi divulgada nesse domingo (19). O documento é uma resposta aos comentários do presidente Jair Bolsonaro, que culpa os estados pelo aumento do preço do combustível.

Na nota, o grupo de governadores afirma que, embora o preço do combustível tenha registrado aumento superior a 40% nos últimos 12 meses, nenhum estado aumentou nesse período o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um dos tributos que incidem sobre a gasolina.

“Falar a verdade é o primeiro passo para resolver um problema”, escreveram os políticos que assinam a carta, entre os quais aliados de Bolsonaro como Claudio Castro (Rio de Janeiro), Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás).

“Os Governadores dos Entes Federados brasileiros signatários vêm a público esclarecer que, nos últimos 12 meses, o preço da gasolina registrou um aumento superior a 40%, embora nenhum Estado tenha aumentado o ICMS incidente sobre os combustíveis ao longo desse período. Essa é a maior prova de que se trata de um problema nacional, e, não somente, de uma unidade federativa. Falar a verdade é o primeiro passo para resolver um problema”, diz a íntegra do documento.

Governadores que assinaram a carta:

  • Rui Costa (Bahia)
  • Cláudio Castro (Rio de Janeiro)
  • Flávio Dino (Maranhão)
  • Helder Barbalho (Pará)
  • Paulo Câmara (Pernambuco)
  • João Doria (São Paulo)
  • Romeu Zema (Minas Gerais)
  • Ronaldo Caiado (Goiás)
  • Mauro Mendes (Mato Grosso)
  • Eduardo Leite (Rio Grande do Sul)
  • Camilo Santana (Ceará)
  • João Azêvedo (Paraíba)
  • Renato Casagrande (Espírito Santo)
  • Wellington Dias (Piauí)
  • Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte)
  • Renan Filho (Alagoas)
  • Belivaldo Chagas (Sergipe)
  • Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul)
  • Ibaneis Rocha (Distrito Federal)
  • Waldez Góes (Amapá)

Sete governadores não assinaram a nota, foram eles:

  • Carlos Moisés (Santa Catarina);
  • Ratinho Júnior (Paraná);
  • Mauro Carlesse (Tocantins);
  • Marcos Rocha (Rondônia);
  • Antonio Denarium (Roraima);
  • Wilson Lima (Amazonas);
  • e Gladson Cameli (Acre).

De acordo com levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana passada, o preço médio do litro da gasolina aumentou pela 7ª semana consecutiva nos postos.

Assim, no período, o preço médio da gasolina chegou a R$ 6,076 por litro, contra R$ 6,059 por litro na semana anterior, o que representa uma alta de 0,28%. Nos 4.390 postos pesquisados pela ANP, o preço máximo chegou a R$ 7,199 o litro e, o mínimo, foi de R$ 5,19.

Bolsonaro tem cobrado publicamente que os estados reduzam o ICMS para que, dessa forma, os preços da gasolina e do diesel recuem.

Conforme a ANP, o preço da gasolina comum é composto por cinco itens:
  • Preço do produtor (refinarias da Petrobras e importadores);
  • Preço do etanol – o combustível que chega aos postos tem 73% de gasolina A e 27% de etanol;
  • Tributos federais – PIS, Cofins e Cide;
  • Imposto estadual – ICMS;
  • Distribuição, transporte e revenda.

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de G1

Comente com Facebook