Comitê pede que família Bolsonaro ‘fique fora da eleição’ dos EUA

Donald Trump e Jair Bolsonaro
Donald Trump e Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR/Latin America News Agency/Reuters)

Nesta segunda-feira (27), o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Estados Unidos se manifestou pedindo que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro e a sua família fiquem “fora das eleições americanas”.

“Nós já vimos esse filme antes. É vergonhoso e inaceitável. A família Bolsonaro precisar fora das eleições dos Estados Unidos”, diz a publicação feita no Twitter e atribuída ao parlamentar democrata Eliot Engel, presidente do comitê.

A mensagem de Engel evoca as discussões sobre possíveis interferências externas no pleito de 2016. Naquele ano, foi eleito o republicano Donald Trump, resultando em diversas investigações ao longo do atual mandato.

O perfil do comitê divulgou o texto compartilhando uma postagem do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. Ele divulgou um vídeo mais uma vez manifestando seu apoio à reeleição de Trump.

O órgão para assuntos externos da Câmara americana tem, em sua maioria, integrantes do Partido Democrata, assim, de oposição ao atual presidente.

Aproximação

Conforme recentes pesquisas de opinião, o candidato democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden, é hoje o favorito para vencer as eleições americanas deste ano.

De acordo com Igor Gadelha, analista da CNN, integrantes do Planalto e do Itamaraty já traçam planos para o caso de uma mudança de comando na Casa Branca.

A estratégia é intensificar o diálogo com políticos democratas considerados mais “conservadores”. Um deles é o senador Robert Menendez, que tem atuação voltada para América Latina. 

O deputado Eduardo Bolsonaro já teria, inclusive, conversado com Menendez, que mantém contato frequente com auxiliares de Bolsonaro.

Conforme auxiliares do chefe do Executivo brasileiro, o objetivo do Planalto é mostrar que os planos de Biden para países como China e Venezuela precisam do Brasil para ser bem-sucedidos. 

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de CNN

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