Caminhoneiros processam Bolsonaro e apoiadores pelo 7 de Setembro; entidade pede R$ 50 mi

Caminhoneiros processam Bolsonaro e apoiadores pelo 7 de Setembro
Manifestação a favor do governo Bolsonaro e contra o STF na Avenida Paulista, no dia 7 de Setembro de 2021 (Foto: Reprodução/GloboNews)

Pouco depois dos eventos do 7 de Setembro, o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), entidade que reúne associações de caminhoneiros, entrou com uma ação civil pública na 20.ª Vara Federal Cível do Distrito Federal contra a União, o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores por conta dos atos do feriado. A entidade, com apoio da Frente Parlamentar dos Caminhoneiros e Celetistas, pede indenização de R$ 50 milhões por danos patrimoniais, extrapatrimoniais e morais coletivos.

De acordo com o CNTRC, a base bolsonarista usou a categoria a fim de angariar apoio político aos atos pró-governo e contra o Supremo Tribunal Federal (STF) realizados no feriado. “Apoiadores políticos como cidadãos envolveram a classe dos Caminhoneiros na pseudo-paralisação sem qualquer pauta jurídica por direitos, como se fossem os responsáveis por atos vistos por grande parte do mundo como antidemocráticos. A circunstância afeta a imagem da categoria”, afirmou o conselho.

Além disso, a entidade se opõe à associação dos caminhoneiros ao discurso do presidente, classificado na ação como ‘inconstitucional, antidemocrático e antieconômico’.

“As condutas do Presidente da República Jair Bolsonaro extrapolam os limites da ofensa individual e específica, já que o discurso proferido consagra afetação à toda a coletividade, transmutando em elemento de autoafirmação atentatória à existência do Estado Democrático de Direito, com todas as consequências jurídicas de responsabilização”, disse o CNTRC.

Às vésperas do feriado, uma promessa de paralisação das atividades da categoria ganhou força nas redes sociais, algo que realmente se concretizou. A categoria, dividida no apoio ao presidente, realizou paralisações a partir da quarta-feira, dia 8. Conforme a Polícia Federal, houveram ao menos 67 bloqueios em rodovias federais de oito estados organizados por caminhoneiros autônomos. Os registros ocorreram na Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Sul e a presença na Esplanada dos Ministérios.

Outro trecho da ação afirma: “O assédio moral pelo abuso estratégico do poder econômico constrangendo o caminhoneiro celetista a agitar a paralisação para manter-se empregado e, quanto ao caminhoneiro autônomo habitual, provoca dificuldade artificial de continuidade do frete caso não aceite participar das mobilizações, param as máquinas colheitadeiras e tratores dificultando a operação de produção, distribuição e transporte”.

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de O POVO

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