Morre segunda vítima do atropelamento causado pelo jogador Marcinho

Morreu nesta terça-feira (5) a segunda vítima do atropelamento causado pelo ex-jogador do Botafogo, Márcio de Oliveira Almeida, conhecido como Marcinho.

A mulher, que estava internada em um hospital do Rio de Janeiro, havia fraturado a bacia e as duas pernas e precisou passar por cirurgia.

O último boletim médico ao qual o jornal CNN teve acesso indicava que o estado de saúde de Maria Cristina José Soares, de 66 anos, inspirava cuidados.

O professor Alexandre Silva de Lima, marido de Maria, morreu na hora do acidente.

O acidente

Na segunda-feira (4), a Polícia Civil do Rio confirmou que Marcinho dirigia o carro que causou o acidente no dia 30 de dezembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio.

Marcinho e o pai dele, Sérgio Oliveira, prestaram depoimento na delegacia do bairro.

Os dois disseram que o jogador dirigia a 60 km/h (velocidade permitida na via) e que ele não teria prestado socorro por medo de linchamento.

O advogado de Marcinho, Gabriel Habib, afirmou que o jogador sofreu ameaças de morte pela torcida do clube alvinegro e que ficou com receio de parar o carro, já que muitas pessoas estavam se aproximando do local do acidente e ele é uma pessoa pública.

A polícia não conseguiu provar se Marcinho estava ou não embriagado, já que o jogador fugiu do local e só foi encontrado dias depois pelos investigadores. 

Apesar disso, ele garantiu em depoimento que não havia ingerido bebida alcoólica.

O veículo, de modelo Mini Cooper, foi abandonado a 600 metros do local do acidente.

Testemunha: bebidas e alta velocidade

Uma testemunha afirmou à Polícia Civil que o carro do jogador estava a uma velocidade de aproximadamente 100 km/h no momento em que atingiu o casal.

Segundo o depoimento dessa pessoa, o professor morto foi arrastado após ser atropelado, e pessoas retiraram bebidas do veículo do atleta após o atropelamento. A CNN teve acesso ao depoimento dado pela testemunha na segunda-feira (4).

O jogador alegou estar a 60 km/h, sóbrio, e disse que tentou se desviar do casal, que teria saído repentinamente do estacionamento em direção à pista. 

Já a testemunha afirmou estar em um quiosque com a esposa quando os dois ouviram um barulho muito alto. O homem disse que viu a professora Maria Cristina ser arremessada e que o marido dela, o também professor Alexandre Silva de Lima, ficou preso à parte frontal do veículo e foi arrastado. 

O carro ainda teria passado por cima do homem após ele ter caído. Segundo a testemunha, o motorista freou inicialmente, mas depois seguiu viagem. 

O homem contou à polícia que pegou uma motocicleta e tentou seguir o carro, que teria acelerado. Ele diz que chegou a ficar ao lado do veículo e que pediu para que o condutor parasse, mas não foi atendido. 

Em seguida, relatou, avisou policiais militares sobre o atropelamento e a fuga e, quando pensava em voltar ao local do impacto, foi avisado por um senhor onde estava o carro.

De acordo com o relato, ao localizar o automóvel, a testemunha viu dois homens retirando bebidas de dentro do veículo e colocando-as em um táxi. 

O homem também deu outros detalhes sobre as condições em que o atropelamento ocorreu. De acordo com ele, a rua era clara e o motorista estaria acima dos 60 km/h, possivelmente a 100 km/h.

O advogado de Marcinho, Gabriel Habib, afirma que o conteúdo das declarações é inverídico. Segundo o defensor, o jogador estava sozinho no carro, sem bebidas, e trafegava a cerca de 60 km/h. Ele afirmou também que a via é escura e que o casal atravessou fora da faixa de pedestre. 

Outras duas testemunhas prestaram depoimento nesta terça-feira (5) e afirmaram que Marcinho não estava a 60 km/h. 

Versão do jogador

No depoimento, Marcinho disse que o casal saiu repentinamente do estacionamento em direção à pista. Ele afirmou que teria tentado frear e disse ter conseguido desviar “um pouco” da mulher, mas atingiu o homem.

Com o impacto do atropelamento, estilhaços de vidro voaram no rosto do jogador, que afirmou ter parado porque estava com fragmentos no olho.

Nessa hora, Marcinho teria notado a aglomeração formada no entorno do acidente e decidiu deixar o local sem prestar socorro – por medo de linchamento, segundo ele.

O jogador finalizou o depoimento com a afirmação de que estava sóbrio e que procurou o primo e o pai após o acidente porque não tinha condições psicológicas de procurar a polícia.

Desde então, Marcinho e a família vêm recebendo ameaças de morte, segundo o atleta.

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de CNN

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