Jovem confundido com assaltante tinha transtornos mentais, diz família

Homem de 33 anos foi baleado no Setor Balneário Meia Ponte, em Goiânia.
Vítima não resistiu aos ferimentos e morreu, depois de três dias de internação.

A família de um jovem atingido por dois tiros disparados pela polícia, na madrugada da última terça-feira (7), no Setor Balneário Meia Ponte, em Goiânia, está inconformada. O homem 33 anos foi apontado pela Polícia Militar como assaltante e foragido da Justiça. Na sexta-feira (10), o homem morreu no hospital. Segundo familiares, o jovem morava no município de Pequizeiro (TO) e sofria de esquizofrenia, um tipo de transtorno mental.

Ele teria vindo à Goiânia para uma consulta de retorno com o psiquiatra que acompanhava o caso. Na madrugada da última terça-feira, ele teria ido a pé da casa de um irmão no Parque Tremendão até o Balneário Meia Ponte, para visitar outro irmão.

“Algumas vezes, quando ele tinha crise costumava sair para caminhar. Ele nunca usou armas, bebida alcoólica e nem drogas. Era um menino cristão. O portão onde ele pediu socorro foi no quarteirão da casa de um irmão”, relata a tia da vítima, a advogada Shirley Mont’Serrar Rodrigues.

A polícia diz que já começou a investigar as circunstâncias da morte, num procedimento administrativo, que costuma demorar aproximadamente 60 dias. Por enquanto, um erro já foi identificado: ao contrário do que foi informado pela Polícia Militar naquele dia, o jovem não tinha nenhum antecedente criminal.

O assessor de comunicação da Polícia Militar, o tenente-coronel Anésio Barbosa, declarou que ainda é precipitado fazer qualquer juízo de valor sobre o que aconteceu. “Existe, evidentemente, uma posição da família que deve ser compreendida e respeitada. Especialmente, pelo momento de dor vivido. A apuração dos fatos é importante e poderá esclarecer tudo o que aconteceu, inclusive, fazer justiça”, argumenta.

 

G1

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