Dois homens são condenados por racismo e injúria racial contra Maju Coutinho

Maju Coutinho
A jornalista Maria Júlia Coutinho, apresentadora do Jornal Hoje, da TV Globo. — Foto: Globo/Reinaldo Marques

Nesta segunda (9), o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou dois homens acusados de racismo e injúria racial contra Maju Coutinho. Ela é apresentadora da TV Globo.

O juiz entendeu que Erico Monteiro dos Santos e Rogério Wagner Castor Sales utilizaram perfis falsos nas redes sociais. Os perfis eram usados para acessar a página da emissora e proferir injúrias contra a apresentadora de forma coordenada.

“Na liderança da comunidade cibernética denominada ‘Warning’, e sob pena de exclusão, ordenaram que seus membros efetuassem postagens de cunho preconceituoso e discriminatório contra a raça negra e a cor preta, o que efetivamente aconteceu, e de modo maciço e impactante. (…) Ao atacar figura pública emblemática, os réus visavam – e de alguma forma obtiveram – ampla repercussão de suas mensagens segregacionistas”, disse o juiz na sentença.

Pelos crimes, Erico foi condenado a seis anos de reclusão e Rogério a cinco anos em regime semiaberto, mais multa. Da mesma forma, o juiz também entendeu que os dois réus cometeram corrupção de menores por terem induzido três adolescentes à prática dos mesmos crimes.

Os dois condenados poderão recorrer da sentença em liberdade, de acordo com o entendimento do juiz.

Absolvidos

Os réus Kaique Batista e Luis Carlos Felix de Araújo foram absolvidos pelo juiz por falta de provas. Anteriormente, eles também tinham sido denunciados pelo Ministério Público como parte do mesmo grupo.

“A condenação dos autores dos ataques à Maju Coutinho, sobretudo do líder da gangue virtual de mais de dez mil membros, é uma demonstração de que a internet não é um oceano de impunidade por onde navegam racistas e outros criminosos virtuais. Mesmo os que se escondem atrás de nicknames e de perfis falsos (fakes), como no caso, podem ser alcançados pela polícia, pelo Ministério Público e pela Justiça Criminal”, afirmou Christiano Jorge Santos, um dos promotores do caso.

Com informações de: G1

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