Casal baiano é preso ao tentar vender a filha por R$ 9 mil

Casal baiano é preso ao tentar vender a filha por R$ 9 mil
Imagem mostra a mãe biológica, suspeita de tentar vender a filha, na delegacia responsável. Menina está nos braços de um amigo da mulher (Foto: Reprodução/TV Bahia)

No fim da manhã desta quinta-feira (15), um casal baiano foi preso ao tentar vender a própria filha por R$ 9 mil em Salvador. Além deles, a polícia também prendeu os prováveis compradores.

As autoridades realizaram as prisões logo quando a mãe e filha receberam alta médica de uma maternidade da capital baiana. O Conselho Tutelar e a Delegacia de Repressão a Crimes contra a Criança e o Adolescente (Dercca) resgataram a menina, nascida na última terça-feira (13).

Conforme a delegada da Dercca responsável pelo caso, Simone Moutinho, a denúncia foi feita na última sexta-feira (9). Desde então, a unidade passou a monitorar os envolvidos.

“Recebemos uma denúncia anônima de que uma senhora estava prestes a dar à luz, e que ela daria a criança para um casal. Então, iniciamos as investigações”, conta Moutinho.

De acordo com a Polícia Civil, a mãe negociou a venda do bebê com dois homens de São Paulo, pelas redes sociais. Assim, os pais e os homens que tinham interesse na recém-nascida mantinham contato desde que a mãe estava no segundo mês de gestação.

A fim de acompanhar o parto e finalizar o acordo, os dois homens foram até Salvador. Inicialmente, os pais da menina a venderiam por R$ 15 mil, porém, o valor passou para R$ 9 mil ao final da negociação.

Depois de entrar junto na unidade de saúde junto com a mãe e fazer a certidão de nascimento em cartório, um dos prováveis compradores registrou a criança como pai, colocando seu sobrenome nela. As autoridades prenderam os dois em flagrante quando saíam da maternidade.

Em seguida, os agentes localizaram o pai biológico e outro homem que também tem envolvimento na negociação. Conforme a delegada, os quatro estavam de acordo com a venda do bebê e sabiam do falso registro de nascimento.

Assim, Simone Moutinho acionou a Polícia Federal para investigar a possibilidade de existir uma rede de comercialização ilegal de bebês. “A negociação foi feita por meio de grupo em um aplicativo de conversação. Existem vários grupos feitos para comercialização de bebês, e esse caso será acompanhado também pela Policia Federal”, afirmou.

Ainda conforme a polícia, o homem que fez a certidão de nascimento da menina deve responder criminalmente por registrar o filho de outra pessoa como sendo dele. Os dois homens foram presos, assim como os pais do bebê, autuados com base no Artigo 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata sobre o ato de prometer ou efetivar a entrega de filho a terceiros mediante pagamento.

As autoridades preservaram a identidade de todos os envolvidos. O Conselho Tutelar acolheu a recém-nascida, que está na Organização de Auxílio Fraterno, no bairro da Liberdade, em Salvador. Ela ficará no local até que a Justiça determine o destino dela.

Por fim, a delegada deixa claro que quem não deseja criar o filho deve entregá-lo para a doação, pelos meios legais da Justiça. “Esse tipo de ‘adoção à brasileira’ dá margem ao tráfico internacional de crianças, ao tráfico de órgãos infantis, e também a prostituição infantil. Precisamos falar sobre isso com a sociedade, fazer esse alerta. Entregar o filho à adoção é o único jeito de dar uma proteção efetiva para essas crianças”, conclui.

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de G1

Comente com Facebook