Acusados de matar deputada em AL em 1998 vão a julgamento

Ceci Cunha e três parentes foram assassinados após ela ser diplomada.
Para MPF, ex-deputado foi mandante; réus negam o crime, diz Justiça.

Começa nesta segunda-feira (16) o julgamento dos acusados pela morte da médica e deputada federal Ceci Cunha, de seu marido e de mais dois parentes ocorrida em 16 de dezembro de 1998, horas depois de ser diplomada deputada federal pelo PSDB de Alagoas.

O júri popular será realizado na sede da Justiça Federal em Alagoas, em Maceió, a partir das 9h e só deve terminar na terça-feira (17). O prédio do Judiciário terá acesso restrito durante a sessão, para garantir a segurança e evitar tumultos.

São réus no no processo o ex-deputado federal Talvane Luiz Gama de Albuquerque Neto, acusado pelo Ministério Público Federal de ser o mandante do crime, Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros Silva.

A médica foi assassinada com um tiro na nuca quando estava na casa do cunhado em Maceió, em companhia do marido e da mãe, comemorando a eleição. O marido, a mãe e o cunhado também foram mortos. O crime ficou conhecido como “Chacina da Gruta”.

De acordo com a acusação do Ministério Público Federal, o então deputado Talvane Albuquerque, na época filiado ao PTN e suplente de Ceci na Câmara, foi apontado como mandante do crime. Na interpretação do MPF, ele buscava o cargo e a imunidade parlamentar.

Os assessores e seguranças de Albuquerque, Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros da Silva, foram apontados pelo MPF como executores.

A defesa diz que os acusados negam a autoria do crime, informou a Justiça Federal de Alagoas.

 

G1

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