107 mil comprimidos apreendidos em Goiás ainda estão cercados de mistério; portosegurense foi apreendido


De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado sobre os 107.835 comprimidos de medicamentos de uso controlado sem nota fiscal apreendidos em Anápolis (GO), os comprimidos foram despachados na garagem da Viação Novo Horizonte em Guanambi (BA) por Portosegurense.

A apreensão foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por volta as 9h30 desta terça-feira (22).

Os remédios, em sua maioria de uso psiquiátrico, eram transportados em um ônibus que foi abordado no km 85 da BR-060, em Anápolis. 

Tratavam-se de 87.680 comprimidos de fenobarbital, 8.400 comprimidos de diazepam, 5.805 comprimidos de cloridrato de paroxetina, 4.000 comprimidos de uni-carbamaz e 1.950 comprimidos de carbamazepina.

O ônibus havia saído de Porto Seguro (BA) para Goiânia (GO). Conforme a documentação, os medicamentos foram despachados em Guanambi com destino a Anápolis. 

Manifesto de cargas destacando a origem da carga, Guanambi.

Conforme o B.O., os envolvidos foram identificados como E.D.S.S., de 54 anos e morador de Porto Seguro (BA), que despachou os remédios e estava acompanhado de M.R.S., de 33 anos; T.T.J.S. de 30 anos.

Entretanto, não se sabe o que aconteceu com os suspeitos, se foram presos ou conduzidos a delegacia, ouvidos e liberados.

Ainda de acordo com o Boletim, os medicamentos produzidos pelo laboratório União Química, transportados apenas em caixas de papelão, sem embalagem secundária (caixa de medicamento e bula) e sem qualquer documentação de origem ou fiscal.

O transporte em caixas de papelão, sem caixa, são comprados por órgãos públicos.

Acompanhava os produtos apenas o Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico (DACTE) n. 94021, Manifesto de Cargas 64379, emitido pela Viação Novo Horizonte Ltda, e declaração de despacho do remetente.

Assim, a ocorrência de transporte de mercadoria nacional sem nota fiscal e os ilícitos apreendidos foram encaminhados para a Vigilância Sanitária de Anápolis, além de via da ocorrência também para a Polícia Civil do mesmo município.

Mistério continua 

Tão logo a notícia foi divulgada pelo Namidia, tanto a prefeitura de Porto Seguro, quanto a de Guanambi, emitiram nota (veja no fim da matéria) alegando que os medicamentos não foram desviados das secretarias de Saúde ou Almoxarifados dos municípios. 

A polícia civil de Goiás,  informou que vai investigar o caso, mas não informou qual a origem dos medicamentos. 

O Namidia News entrou em contato com o laboratório União Química,  para que informasse pelo número do lote, para qual órgão foi vendido os medicamentos. Até o fechamento desta matéria, o laboratório não retornou nosso e-mail com a informação. 

Perguntas sem resposta

Onde estão os suspeitos? Porque foram liberados? Pelo número do lote, qual o órgão público ou privado fez a compra do material de uso controlado? Como a empresa Novo Horizonte embarcou tantas caixas sem nota fiscal? 

O Namidia News vai continuar apurando os fatos e em breve mais informações.

Nota da prefeitura de Porto Seguro:

Da Redação Namidia News

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