10 anos depois de matar esposa em Porto Seguro, homem é preso pelo mesmo motivo

Ornilo Palmeira Jorge, de 47 anos, foi preso. Segundo o delegado Caio Martines, ele estava fugindo de Rio Verde (GO) com destino ao Pará.

Ornilo é o único suspeito de matar e ocultar o corpo de Fabrícia Arruda de Castro, de 27 anos, encontrado em um lote baldio com sinais de violência, de acordo com a polícia.

O crime ocorreu no dia 25 de abril deste ano, mas o corpo de Fabrícia só foi encontrado dois dias depois.

A investigação apontou que a última pessoa que esteve com ela foi o companheiro. O delegado Caio Martines explicou que eles saíram de Rondônia para passar uns dias com a família do suspeito em Rio Verde.

“A única pessoa na cidade que ela conhecia era o companheiro. Ela chegou na cidade pouco mais de um dia antes de ser morta. Não tinha como ela criar uma relação de inimizade de modo a justificar seu assassinato”, explicou o delegado.

Familiares contaram à polícia que viram o casal brigando e, por isso, o crime pode ter sido motivado por ciúmes, segundo o delegado.

Ele negou o crime quando questionado pela polícia, mas os agentes encontraram com ele uma mala com roupas da mulher e o celular dela. Ele admitiu que os objetos eram dela.

Crime em Porto Seguro

Em 2012, Ornilo matou a ex-companheira Giuleide Silva dos Santos, 20 anos, e ocultou o corpo numa área de mata utilizada como lixão, no bairro Vila Vitória, região de Porto Seguro, e fugiu inicialmente para São Paulo.

O Serviço de Inteligência da Polícia Civil da Bahia constatou que o criminoso deixaria São Paulo, transferindo-se para Niterói. Com o apoio de policiais federais, ele foi preso quando desembarcava de um ônibus no Rio de Janeiro.

Na época, Ornilo confessou o crime com detalhes, indicando inclusive o local onde ocultara o corpo. Em diligência conjunta com o Departamento de Polícia Técnica, os restos mortais de Giuleide – morta por se recusar a reatar o relacionamento amoroso e estar com outro namorado – foram encontrados no lugar apontado pelo autor.

Dois anos após ser preso, Ornilo foi julgado em Porto Seguro e condenado pelo Juiz Dr André Strogenski, a vinte e dois anos, dois meses e vinte dias de prisão. Entretanto, dez anos depois o mesmo já estava na rua cometendo o mesmo crime.

Da Redação Namidia News