Negromonte Jr.: ‘Não vou receber lobby do trigo no meu gabinete’

Deputado e presidente do Sindipan, Mário Pithon | Foto: Divulgação / Sindipan

O deputado estadual Mário Negromonte Jr. (PP), autor do projeto que pretende regulamentar a adição de 10% da fécula da mandioca ao pão francês, suspeita que o presidente do Sindicato dos Panificadores da Bahia (Sindipan), Mário Pithon, tenha motivação escusa ao defender a manutenção do uso exclusivo do trigo na massa. Após a audiência pública que debateu a questão na Assembleia Legislativa (AL-BA), nesta terça-feira (8), o dirigente do Sindipan acusou o parlamentar de plagiar um antigo artigo de dois pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em contato com o Bahia Notícias, o pepista negou a acusação, a qual considerou como “desrespeito” ao secretário de Agricultura do Estado, Eduardo Salles, à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e à deputada federal Elcione Barbalho (PMDB-PA), responsáveis por estudos técnicos que embasaram a matéria, bem como o parlamento. Para Negromonte Jr., Pithon colocou a discussão em um nível “muito baixo”. “Muito me admira a acusação. Ontem ele perdeu o debate e começou a fazer ofensas pessoais. Depois da audiência, ele quis conversar comigo, mas agora só converso com ele com a Polícia Federal e o Ministério Público do lado. Não vou receber nenhum lobby do trigo no meu gabinete”, disparou. Para o parlamentar, o chefe do Sindipan “não examina o alcance social do projeto”, que, com a diminuição da importação do trigo, promete baratear o preço final do alimento e aumentar a renda de lavradores de mandioca do interior baiano. “O Pithon só liga para o lucro. A partir de agora, o projeto vai ser uma luta do poderoso trigo contra os pequenos produtores rurais. Eu estarei do lado da agricultura familiar”, avisou. A polêmica ainda está longe de ser estancada, já que a proposta ainda terá que tramitar pela Comissão de Agricultura da AL-BA antes de ser votada em plenário.

 

 

BN

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