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Moradores queimaram pneus para impedir entrada de turistas em Ubatuba

A corporação relatou que “os moradores atearam fogo em objetos para impedir que turistas tenham acesso ao litoral e aumentem a proliferação do Coronavirus”. 

Os municípios da Grande São Paulo aderiram o feriadão antecipado na sexta-feira (26), que se estende até a Páscoa. Por esse motivo, as prefeituras do litoral de São Paulo tem realizado barreiras sanitárias.

No município de São Sebastião, mais de 20 turistas foram barrados após testarem positivo para covid-19. Em Ubatuba um dos acessos da cidade foram bloqueados com pneus queimados por moradores.

As filas em São Sabestião duraram cerca de 2 horas para entrada na cidade, no primeiro dia da barreira sanitária. Pelo tempo de espera, gerou engarrafamento na rodovia Rio-Santos.

Segundo a prefeitura, 1,1 mil testes rápidos do novo coronavírus foram realizados até as 18 horas de sexta. Os turistas que testaram positivo foram eorientados a voltar para casa, procurar atendimento médico e se isolar em domicílio.

O município também instalou barreiras na entrada de praias, das quais parte foi destruída. Imagens de câmeras de vigilância da região irão auxiliar na investigação dos possíveis responsáveis.

Como outros municípios paulistas, São Sebastião enfrenta escassez de medicamentos do chamado “kit intubação”. Os casos que necessitarem desse tipo de tratamento serão cadastrados na fila de espera da Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (CROSS).

Na vizinha Ubatuba, cerca de 250 pessoas utilizaram pneus queimados para bloquear o acesso ao município por volta das 22 horas de sexta.

Em um dos vídeos do protesto, compartilhado nas redes sociais, um morador diz que “não adianta a gente fechar a cidade, os comerciantes fecharem e os turistas descerem”. “Moradores de Ubatuba, podem vir à vontade, mas turista não vai entrar”, destaca.

O ato durou cerca de duas horas. Ninguém foi detido. Apesar da tentativa, os motoristas conseguiram desviar dos pneus queimados e seguir o trajeto. 

Em Santos, na Baixada, 528 veículos foram abordados na barreira sanitária criada no acesso do município na sexta. Segundo a prefeitura, o objetivo é impedir a entrada de vans, ônibus de turismo, micro-ônibus e carros de passeio com turistas.

Ao menos 15 veículos foram impedidos de ingressar, incluindo um automóvel cujo responsável não soube informar o motivo do deslocamento. Santos está com 92% de ocupação na UTI, média que é de 95% na rede privada.

Também na Baixada Santista, São Vicente abordou 187 veículos em barreira sanitária na sexta, de acordo com a gestão municipal. Os acessos às praias estão bloqueados. A ocupação em UTI é de 90%.

Com 100% de ocupação na UTI, Guarujá também fez barreira sanitária, que começou na quarta-feira, 24, com 241 veículos impedidos de ingressar no município apenas no primeiro dia. Além de veículos, sete turistas que tentavam ingressar na trilha da Praia Branca tiveram de retornar à cidade de origem.

O acesso está livre exclusivamente para residentes, o que não inclui proprietários de imóveis de veraneio, e pessoas que exercem atividades essenciais no município. Caso o condutor se recuse a retornar ao local de origem, ele pode ter o veículo apreendido. Bertioga também aderiu a bloqueios por meio de barreiras sanitárias a instalação de manilhas de concreto e faixas de sinalização, que estão previstos até 4 de abril.

Em Praia Grande, a barreira sanitária chegou a causar um quilômetro de lentidão na Rodovia Imigrantes neste sábado, segundo a Ecovias. Está suspensa emissão de autorização para entrada de veículos de turismo no município, que está com 100% de ocupação de UTI. Na quarta-feira, 24, um motorista da capital paulista com diagnóstico de covid-19 foi orientado a regressar ao município de origem.

Em Caraguatatuba, também no Litoral Norte, há barreira sanitária e o acesso às duas pistas da Avenida Dr. Arthur Costa Filho (na orla), entre as pontes do Santo Antônio e do Camaroeiro, está fechado. A colocação de guarda-sóis, cadeiras, mesas, caixas de som e a permanência na areia estão proibidos, assim como o atendimento presencial nos quiosques e o trabalho de ambulantes na orla.

Fonte: Namidia News, com informações de Terra.

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