Brendon, 21 anos, um dos homens que aparecem no vídeo agredindo o congolês, disse que ‘apenas segurou’ e não ‘estrangulou’ a vítima. Valendo lembrar que foi ele quem amarrou as mãos, pés e pescoço de Moïse, que segundo ele, fez isso para evitar uma perseguição.
Ele ainda declarou ser lutador de jiu-jitsu e que sua consciência está tranquila, já que apenas o imobilizou e não deferiu golpes contra o rapaz.
Além de Brendon, Fávio Pirineus e Aleson Cristiano também foram detidos. São eles, os 3 homens que aparecem no vídeo espancando a vítima.
Todos prestaram depoimento e disseram que não era intenção matar o jovem.
O lutador disse que imobilizou Moïse após perceber que ele parou de resistir, e então saiu e quando voltou ao quiosque, disseram que ele não estava respirando e tentou reanimá-lo.
Ele disse que outro funcionário chamou a ambulância e só no dia seguinte ficou sabendo da morte do rapaz.
Aleson, o homem que aparece batendo no jovem a pauladas disse que bateu para “extravasar a raiva”, já que o congolês estava “perturbando há alguns dias”.
Como podemos observar no vídeo, o que fica claro é os 3 denegrindo a imagem do congolês, de maneira que pareça ser culpa dele o motivo do espancamento.
Além de acusá-lo de trabalhar embriagado, falaram do uso de drogas e de que ele atentava os clientes, e naquele dia específico, estava roubando cerveja do quiosque ao lado do que estava trabalhando.
A família continua defendendo o jovem das acusações dos depoimentos, e certamente estas virão a público com testes toxicológicos.
E mesmo que fosse o caso do jovem congolês causar todos os problemas citados, “extravasar a raiva” seria uma desculpa aceitável para a cena de espancamento?
Alguns especulam ser uma maneira dos culpados “aliviarem” a pena, pois, há uma grande diferença na pena de Homicídio doloso (com intenção de matar) e homicídio culposo (sem intenção de matar).