
Essa é a modalidade de crédito mais cara para a pessoa física, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). Das seis linhas de crédito pesquisadas, todas tiveram suas taxas de juros elevadas no mês: crediário; cartão de crédito rotativo; cheque especial, CDC financiamento de veículos; empréstimo pessoal em bancos; e empréstimo pessoal em financeiras. Com todas essas altas, a taxa de juros média da pessoa física passou de 6,71% ao mês (118,00% ao ano) em março para 6,77% ao mês (119,48% ao ano) em abril, o maior valor desde julho de 2011.
Na avaliação do diretor-executivo da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, o cenário econômico faz com que os bancos fiquem mais criteriosos e, por isso, elevam a taxa. Esse cenário tem como pano de fundo a redução da renda das famílias, que estão com menos verba disponível para o pagamento de dívida. Além disso, há a expectativa de aumento das taxas de desemprego. Para Oliveira, como o Banco Central (BC) deve continuar elevando a Selic, atualmente em 13,25% ao ano, os juros para o consumidor continuarão em trajetória de alta.
Correio