Trump classifica ‘Vidas Negras Importam’ como ‘símbolo de ódio’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em entrevista coletiva na Casa Branca (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi às redes sociais para classificar como “símbolo de ódio” a expressão “Black Lives Matter”, slogan dos protestos antirracismo no país. Em inglês, a expressão significa “Vidas Negras Importam”.

O contexto da publicação de Trump no Twitter foi a decisão do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, de pintar a expressão na Quinta Avenida, uma das principais da cidade americana.

Conforme o presidente, a pintura da mensagem em amarelo vai “denegrir essa luxuosa avenida”. Além disso, disse que isso evocou os policiais da cidade a descumprirem a ordem. Essa é a rua onde Trump mantém residência oficial.

A nova publicação acontece após um final de semana em que o presidente chegou a compartilhar a mensagem de um apoiador da Flórida com a mensagem “white power” — “poder branco”, em inglês. Posteriormente, ele apagou, mas publicou um vídeo de dois moradores brancos de St. Louis protegendo uma mansão com armas de fogo durante uma marcha antirracismo.

Estátuas

Donald Trump tem adotado um discurso crítico ao pleito de manifestantes antirracismo de retirar estátuas e homenagens a confederados, que defendiam a escravidão de pessoas negras e participaram da Guerra Civil Americana entre 1861 e 1865.

Nesta quarta, o Departamento de Segurança Nacional anunciou a criação de uma força-tarefa para “proteger monumentos, memoriais e estátuas americanas”.

Em um momento político precário, Trump tem sido aconselhado por aliados a focar nos temas e divisões culturais e relacionados a segurança e ordem. Na publicação citada acima, ele ainda sugere que Blasio “deveria, ao invés disso [pintura em homenagem ao movimento negro], gastar esse dinheiro combatendo o crime”. Assim, ele evitaria os temas mais sensíveis, como a nova aceleração da pandemia do novo coronavírus.

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de CNN

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