Obama pede novo aumento de teto para endividamento público

O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu ao Congresso nesta quinta-feira por outra elevação em US$ 1,2 trilhão no limite permitido para a dívida pública nacional.

Trata-se do terceiro e último pedido permitido ao Executivo, conforme o acordo alcançado pela Casa Branca com os parlamentares em agosto, para prevenir um “default” (suspensão de pagamentos) governamental.

O Congresso tem dias para rejeitar o pedido presidencial. A maioria republicana na Câmara, sempre pronta a criticar as políticas do presidente democrata, imediatamente anunciou que poderia votar na próxima semana uma resolução para rejeitar a medida.

Mas tal resolução não passaria pela maioria democrata no Senado, além do fato de que Obama vetaria tal objeção, segundo a Casa Branca.

O presidente originalmente planejava fazer o pedido em dezembro, mas com a suspensão das atividades parlamentares até meados de janeiro, os legisladores pediram que ele atrasasse a requisição, de modo a ser votado no retorno do Congresso.

“A dívida acumulada por Washington é uma draga para a recuperação econômica, e o pedido é outro lembrete de que o presidente consistentemente evitou as decisões duras necessárias para conter o deficit (…)”, disse Brendan Buck, porta-voz da liderança republicana na Câmara.

O aumento deve elevar o limite de dívida até US$ 16,4 trilhões, permitindo ao governo continuar emprestando até o final de 2012, ou até a próxima eleição presidencial (no início de novembro).

O limite de débito é a quantidade que o governo pode emprestar para continuar financiando de suas operações. Esse limite aumentou porque o governo teve que gerir déficits recordes na década passada. Em agosto, o Congresso e o Executivo federal concordaram em aumentar os limites em US$ 2,1 trilhões, mas em três etapas. O acordo foi fechado horas antes de um potencial “default” da dívida nacional.

O Congresso já concordou em aumentar o limite do endividamento público em US$ 400 bilhões em agosto e em outros US$ 500 bilhões em setembro.

 

FOLHA

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