Jovens são condenados à prisão por injetar ar comprimido no ânus de colega

Tribunal
Tribunal condenou quatro dos acusados a até sete meses de prisão (Foto: Getty Images)

O que era pra ser uma brincadeira acabou saindo de controle. A Justiça da Noruega condenou a vários meses de prisão um grupo de jovens. Durante uma festa, eles injetaram ar comprimido no reto de um colega.

Após o ocorrido em 2018, durante uma festa na qual o jovem havia adormecido, a vítima ficou com problemas físicos e psicológicos.

“Por maioria, o Tribunal considera provado, sem sombra de dúvida, que a vítima foi exposta a um impacto de força significativa ao nível do reto após a injeção de ar pelo compressor, o que ocasionou uma alteração das funções do reto e do esfíncter”, conforme o veredito consultado pela AFP hoje (25).

Os cinco acusados, de aproximadamente 20 anos no momento do ocorrido, alegaram uma brincadeira de colégio. De acordo com eles, ela era comum nas festas de sua organização de representação da juventude rural.

‘Violação grave da integridade física’

Apesar de terem reconhecido que as brincadeiras geralmente são aceitas pelos participantes neste tipo de reuniões festivas —o próprio denunciante havia cometido algumas delas—, os juízes consideraram que os acusados “foram, neste caso, muito além” do aceitável.

“Abaixar as calças de uma pessoa para depois aproximar um objeto do reto é uma violação grave da integridade física que não pode ser comparada com fazer desenhos com canetas, ou tinta spray”, disse o tribunal.

A polícia estimou que 13 litros de ar comprimido foram injetados no corpo da vítima que, por estar bêbada, não acordou. Um número que não pode ser estabelecido com certeza, conforme o tribunal do distrito de Jaeren.

Quatro dos acusados foram condenados a até sete meses de prisão por atentar contra a integridade física e/ou por ter gravado a cena e divulgado nas redes sociais, e o quinto, a uma multa simples.

Além disso, o denunciante também será indenizado em cerca de 8.500 euros (cerca de R$ 56 mil) por danos e prejuízos.

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de AFP e UOL

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