Eleições presidenciais e legislativas

Presidente e candidado à releição, Rafael Correa, vota neste domingo (16) em Quito

Rafael Correa, atualmente no poder, está na frente nas pesquisas.
Urnas serão fechadas às 19h, no horário de Brasília, neste domingo (17).

A votação para eleger o presidente, o vice-presidente e 137 congressistas do Equador teve início neste domingo às 7h locais (9h, horário de Brasília).

As urnas, para as quais estão convocados cerca de 11,7 milhões de equatorianos, fecharão às 19h (horário de Brasília), quando o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) dará início à apuração.

Trata-se do sétimo processo eleitoral durante o governo do presidente socialista Rafael Correa, favorito para ser reeleito por mais quatro anos.eleicao

O dia começou com um ato do CNE em um parque de Quito, que contou com a participação do vice-presidente Lenín Moreno e de delegados das missões de observadores de vários organismos, como a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Ao declarar inaugurado o processo eleitoral, o presidente do CNE, Domingo Paredes, fez um fervoroso chamado aos equatorianos para que votem “de maneira participativa”.

Correa, no cargo desde 15 de janeiro de 2007 e que acumula seis vitórias eleitorais consecutivas, lidera a intenção de voto com 64,1% e 68,1%, segundo pesquisas divulgadas na noite de sábado (16) pelas empresas privadas Market e CMS, respectivamente.

O presidente deve ser reeleito em primeiro turno, como ocorreu nas eleições antecipadas de 2009 após a promulgação da atual Constituição, ao acumular uma ampla vantagem sobre o banqueiro Guillermo Lasso, seu principal rival e que deve obter 16,4% e 20,5% dos votos, de acordo com as pesquisas.

Seu grupo político também deve ganhar na Assembleia Nacional, mas as pesquisas não são unânimes sobre a chance de recuperar a maioria absoluta que perdeu nos últimos anos.

Após votar, Rafael Correa é cercado por simpatizantes em Quito
Após votar, Rafael Correa é cercado por simpatizantes em Quito

Associado originalmente ao líder venezuelano Hugo Chávez, Correa levantou muitos dos postulados socialistas partilhados -com matizes- por outros países latino-americanos, como Bolívia ou Nicarágua.

“Não se pode tapar o sol com um dedo e negar a mudança radical da pátria”, disse ele num recente comício ao sul de Quito. “O trem voltou, a saúde voltou, o trabalho voltou, mas sobretudo voltou a dignidade, voltou a justiça, voltou a soberania.”

Para evitar o segundo turno, o governante precisa de pelo menos 50% dos votos válidos (sem incluir brancos ou nulos) ou 40% deles e uma diferença de ao menos 10 pontos percentuais em relação ao segundo colocado.

Os outros candidatos à presidência, que aparecem atrás de Lasso, são o ex-governante Lucio Gutiérrez, os esquerdistas Alberto Acosta e Norman Wray – ex-aliados de Correa agora na oposição -, o magnata Alvaro Noboa – que já se candidatou ao cargo quatro vezes -, o direitista Mauricio Rodas e o pastor evangélico Nelson Zavala.

G1

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