Cientistas dizem ter provas de que golfinhos são “pessoas não-humanas”

Os golfinhos e baleias devem ser tratados como “pessoas não-humanas”, segundo alguns cientistas proeminentes que se reuniram na conferência anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS), a maior de seu gênero no mundo. Segundo esses cientistas, esses cetáceos são suficientemente inteligentes para que se enquadrem em normas éticas que usamos para tratar os outros humanos, como a proibição de sua caça, cativeiro ou posse.

Essa proposta não é nova. Desde maio de 2010 circula a Declaração Universal dos Direitos dos Cetáceos. Segundo ela, baleias e golfinhos não podem ser forçados a viver em cativeiro, ser objeto de maus tratos ou ser retirados de seu habitat natural. Como “pessoas não-humanas”, eles também não podem pertencer a ninguém.

A novidade é que o jornal espanhol ABC publicou uma notícia que dá a entender que essa declaração veio oficialmente em nome da AAAS, o que seria bombástico. Na verdade, houve uma reunião importante, mas dela não saiu nenhuma declaração oficial em nome da AAAS. Em um simpósio organizado dentro da conferência, cientistas mostraram evidências de que os golfinhos têm consciência de si mesmos, característica que até pouco tempo era considerada exclusivamente humana.

Para embasar a matéria, o jornal buscou declarações do filósofo Thomas White, que escreveu o livro: “Em defesa dos golfinhos, a nova fronteira moral”. Para o filósofo, “a evidência científica agora é forte o suficiente para apoiar a alegação de que os golfinhos são como os seres humanos, auto-conhecedores, seres inteligentes, com emoções e personalidades. Assim, os golfinhos devem ser considerados como pessoas não-humanas, sendo valorizados como indivíduos. Do ponto de vista ético, as lesões, mortes e cativeiro é algo errado”.

Ok, o jornalismo preguiçoso do ABC deixou a notícia mais legal do que ela realmente é. Por enquanto, ainda é uma teoria a ser comprovada. Mas a ideia tem méritos. E interessante também ela aparecer justo no dia em que eu postei o vídeo da matança aí abaixo

Ficou curioso?

 

UOL

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