Chadwick Boseman, protagonista de Pantera Negra, morre aos 42 anos

O ator Chadwick Boseman, conhecido por interpretar o rei T’Challa no filme Pantera Negrada Marvel, morreu aos 42 anos.

Ele também teve diversos outros papéis no cinema e enfrentava um câncer de colo desde 2016.
A informação foi publicada nas redes sociais do ator. Confira comunicado:

“É com imenso pesar que nós confirmamos a morte de Chadwick Boseman.⁣ Chadwich foi diagnosticado com câncer de cólon em terceiro estágio em 2016 e lutou contra ele nos últimos 4 anos enquanto ele se desenvolveu para um estágio 4. Um verdadeiro guerreiro, Chadwick perseverou apesar de tudo e nos trouxe muitos filmes que tanto amamos. De Marshall a Da 5 Bloods, August Wilson’s Ma Rainey’s Black Bottom e muitos outros foram filmados enquanto e em meio a incontáveis cirurgias e quimioterapia.
A honra de sua carreira foi poder dar vida ao rei  T’Challa em Pantera Negra.

Ele morreu em sua casa ao lado de sua mulher e amigos.

A família agradece pelo amor e orações e pede para que possam continuar respeitando sua privacidade durante esse período difícil”.


O artista fez todos os filmes da Marvel enquanto lutava contra o câncer. Pantera Negra, filme que ele protagonizou, foi lançado em 2018. Já Vingadores: Guerra Infinita, também saiu no mesmo ano. Em 2019, Boseman apareceu em Vingadores: Ultimato e protagonizou o filme Crime Sem Saída. Já em 2020 o ator foi coadjuvante no filme de guerra Da 5 Bloods.

História
Boseman nasceu em 29 de novembro de 1977 e foi criado em Anderson, na Carolina do Sul, filho de Carolyn e Leroy Boseman, ambos afro-americanos. Sua mãe era uma enfermeira e seu pai trabalhava em uma fábrica de têxteis, mantendo um negócio de estofados também. Boseman se formou em T. L. Hanna High School em 1995. Em seu primeiro ano, ele escreveu sua primeira peça, Crossroads, e encenou na escola depois que um colega de classe foi baleado e morto. Ele estudou na Universidade Howard em Washington, D.C., formando-se em 2000 em artes plásticas e direção. 


Kevin Feige, presidente da Marvel Studios e Chefe Criativo da Marvel, classificou o falecimento de Boseman de “absolutamente devastador. Ele era nosso T’Challa, nosso Pantera Negra e nosso querido amigo. Cada vez que ele pisava no set, ele irradiava carisma e alegria, e cada vez que ele aparecia na tela, ele criava algo verdadeiramente indelével”.

“Ele incorporou muitas pessoas incríveis em seu trabalho, e ninguém era melhor em dar vida a grandes homens. Ele era tão inteligente, gentil, poderoso e forte quanto qualquer pessoa que retratou. Agora ele ocupa seu lugar ao lado deles como um ícone para todos os tempos. A família da Marvel Studios lamenta profundamente sua perda, e estamos de luto esta noite com sua família.”

Robert A. Iger, presidente executivo e presidente do conselho da The Walt Disney Company, também emitiu uma declaração em luto por Boseman.

“Estamos todos com o coração partido pela trágica perda de Chadwick Boseman – um talento extraordinário e uma das almas mais gentis e generosas que já conheci. Ele trouxe enorme força, dignidade e profundidade para seu papel inovador de Pantera Negra; destruindo mitos e estereótipos, tornando-se um herói tão esperado para milhões ao redor do mundo e inspirando todos nós a sonhar mais alto e exigir mais do que o status quo.

“Ficamos tristes por tudo o que ele foi, assim como por tudo o que estava destinado a se tornar. Para seus amigos e milhões de fãs, sua ausência da tela é apenas eclipsada por sua ausência de nossas vidas. Todos nós da Disney enviamos nossas orações e sinceras condolências à família dele. “

Ele ainda voltou a se reunir com os diretores de “Vingadores: Ultimato”, desta vez como produtores, no thriller de ação “Crime sem Saída” (2019), mas seus últimos trabalhos foram com cineastas negros. Neste ano, ele posou novamente como um herói lendário no filme “Destacamento Blood”, de Spike Lee. E chegou a terminar sua participação em “Ma Rainey’s Black Bottom”, como um trumpetista ambicioso da banda da rainha do blues Ma Raney. Baseado numa peça de August Wilson (“Fences”), o filme do diretor George C. Wolfe é coestrelado por Viola Davis e ainda não tem previsão de estreia.

“Ma Rainey’s Black Bottom” será sua derradeira aparição nas telas, mas ele ainda poderá ser ouvido numa participação especial no lançamento da série animada “What If”, da Disney+, onde deixou registrada sua voz como Pantera Negra pela última vez.

A morte do jovem astro no auge de sua carreira deixou o mundo do entretenimento atordoado e dominou as redes sociais na madrugada, com reações de surpresa e lamentações, inclusive uma declaração inédita da DC Comics, declarando “Wakanda Forever” para “o herói que transcende universos”.

“Este é um golpe esmagador”, disse o cineasta Jordan Peele no Twitter, um dos muitos que expressaram choque quando a notícia foi confirmada. “Estou devastado”, afirmou Chris Evans, o Capitão América da Marvel, acrescentando que “ele ainda tinha tanto por criar”. “Isso me quebrou”, assumiu a atriz Issa Rae. “Uma perda imensa”, resumiu o Twitter oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA.

Redação Namidia News, com informações Twitter, DC Comics, Marvel Studios

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