Casos de covid-19 disparam no Reino Unido após o fim da obrigatoriedade das máscaras

O Reino Unido possui o maior número de novas contaminações na Europa, perdendo apenas para Sérvia e Romênia.

Segundo especialistas, a disparada de casos diários, cerca de 45 mil, foi devido a pressa para reabrir a economia e o fim da obrigatoriedade das máscaras.

Os britânicos — a Inglaterra sobretudo — acabaram com todas as restrições no dia 19 de julho, bem antes da Dinamarca, por exemplo, um dos primeiros países do Velho Continente a promover a reabertura, no final de agosto.

Na Noruega, só se fez o mesmo há algumas semanas. Alemanha e Itália ainda impõem uma série de restrições, assim como a Espanha, onde se exigem o distanciamento social nas escolas e o uso de máscaras para pessoas com mais de seis anos. Na França e em outros países europeus, cobra-se o passaporte da vacina.

No Reino Unido, não. Aliás, casas noturnas têm funcionado sem qualquer tipo de restrição sanitária. Museus e supermercados recomendam o uso de máscaras, mas a decisão de utilizá-las, ou não, está a critério do público.

Tudo isso acaba aumentando o número de contatos entre as pessoas e complica as medidas para conter a disseminação de um vírus que se espalha depressa justamente pelo contato.

Nos trens ou ônibus em Londres, boa parte dos usuários já dispensou a máscara. No entanto, o acessório é condição para se utilizar os meios de transporte público, conforme indica o site da Transports for London. Mas não é lei. Com isso, muita gente se sente desobrigada.

Neste momento, especialistas discutem que a aplicação das doses de reforço da vacina é lenta. Só estão disponíveis a um grupo restrito de pessoas com doenças pré-existentes e acima de 50 anos, desde que já tenham tomado a segunda dose há seis meses.

Trinta milhões de pessoas estariam qualificadas para tomar a terceira dose. Mas só 3,7 milhões tomaram até agora.

Outra questão de imunização que prejudica o Reino Unido está no fato de somente agora os adolescentes estarem sendo vacinados. Por isso, países como a França, Alemanha e outros europeus já passaram à frente dos britânicos em percentual de imunizados.

Por Redação, com informações de UOL.

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