Não é de hoje que a população vem sofrendo com o péssimo serviço de saúde oferecido pela prefeitura de Porto Seguro.
Desde o início do ano passado, a falta de remédios básicos, como dipirona e losartana, tem sido constante nas unidades de saúde.
A falta de médicos é outro problema que a cidade tem enfrentado desde que Jânio Natal assumiu o governo.
Com o final do verão e a virada de tempo dos últimos dias, uma verdadeira epidemia de virose tomou conta da cidade.
Ficou difícil ver uma casa que não tem ou teve esse ano uma pessoa com sintomas gripais.
Somado a isso, com o péssimo serviço nos postos, muitos pais têm levado seus filhos para o Hospital Luís Eduardo Magalhães, em busca de atendimento.
A prática é totalmente errada, pois o Luís Eduardo é uma unidade de urgência e emergência, não uma unidade de saúde básica, dessas que deveriam ter um médico de plantão para atender a população.
Sendo assim, o certo é o HDLEM priorizar os casos mais graves, os acidentados e feridos. Com isso, quem procura o hospital, tem que ficar horas e horas aguardando atendimento, o que acaba irritando a população.
O HDLEM ainda é o hospital referência de urgência e emergência da região, atendendo casos dos 8 municípios que compõem a Costa do Descobrimento.
Entenda onde procurar atendimento de acordo com sua necessidade de saúde
Para entender melhor como funcionam os serviços das Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24 horas), de emergência e urgência, das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF), é preciso saber as diferenças entre as casas de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A orientação começa pela Atenção Básica, a porta de entrada preferencial do SUS. As Unidades Básicas de Saúde (UBS), popularmente conhecidas como postos de saúde, são locais onde o cidadão pode receber os atendimentos essenciais em saúde da criança, da mulher, do adulto e do idoso, além de odontologia, requisições de exames por equipes multiprofissionais e acesso a medicamentos.
Na UBS, o clínico geral também pode marcar consultas para procedimentos eletivos e exames mais específicos com especialistas da rede pública ou em clínicas credenciadas à Prefeitura por meio de licitação.
A USF tem perfil semelhante, também voltada a atendimentos primários e o mesmo acompanhamento de pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. A diferença, no caso de uma USF, está na promoção da prevenção de doenças com grupos de moradores de cada território, por meio de agentes comunitários e assistentes sociais. Juntas, ambas as unidades resolvem grande parte dos problemas de saúde da população do zoneamento que está sob sua responsabilidade. É importante observar que UBS e USF atuam diretamente nos bairros onde as pessoas vivem.
Já as UPAs 24h reorganizam a urgência e a emergência dos hospitais do SUS. Essas unidades são responsáveis por prestar atendimento de média complexidade, como em casos de vítimas de acidentes e problemas cardíacos.
As UPAs dão conta de atender, sem a necessidade de encaminhamento ao pronto-socorro hospitalar, uma grande parcela dos pacientes que as procura. Nessas unidades, o usuário é avaliado de acordo com a classificação de risco, podendo ser liberado ou permanecer em observação por até 24 horas ou, se preciso, ser removido ao hospital de referência.
Confira na tabela abaixo as classificações por risco:
