Fado Bicha, que recria tradicional fado português, começa turnê pelo Brasil

Fado Bicha começa turnê pelo Brasil, Confira o Namorico de André https://namidia.news/fado-bicha-que-recria-tradicional-fado-portugues-comeca-turne-pelo-brasil/

Posted by Namidia News on Sunday, December 1, 2019

Os músicos João Caçador e Lila Fadista dão um novo significado ao tradicional fado português. Neste sábado (30), a dupla Fado Bicha, de Lisboa, iniciou a turnê brasileira no palco da Gruta, no bairro Horto, na Região Leste de Belo Horizonte.

Lila Fadista morou um tempo na Grécia e, quando voltou a Portugal, decidiu investir no desejo de cantar fado. “Eu me inscrevi numa escola de fado e acabei por perceber que era um meio no qual eu não conseguiria me expressar de uma forma coerente comigo”, disse a cantora em entrevista ao G1.

Em 2017, ela começou a se apresentar sozinha em um pequeno bar de Lisboa, imprimindo a personalidade na performance. João Caçador, que fazia visitas guiadas sobre fado e tocava em casas deste gênero musical, finalmente se viu representado.

“Eu já cantava em casas de fado e tinha que deixar uma parte da minha identidade de fora. Ali, me vi por completo”, afirmou o músico.

Fado Bicha
Fado Bicha — Foto: Hermes de Paula

De Rita a André

As canções da dupla são inspiradas em fados tradicionais da cultura portuguesa. É o caso de “O namorico de André”, que narra o amor entre um peixeiro e um pescador, e foi escrita com base em “O namorico da Rita”, de Amália Rodrigues (1920-1999), fadista responsável por internacionalizar a música portuguesa.

“Nossa grande inspiração é Amália Rodrigues, através daquilo que ela trouxe para o fado, das emoções que ela conseguia transmitir através das músicas, dos poemas, da persona artística”, afirmou Lila Fadista.

Nomes contemporâneos como Aldina Duarte, Gisela João e Elza Soares também são referências para o Fado Bicha. Recentemente, os artistas gravaram uma versão de “A Mulher do Fim do Mundo”, introduzida por um trecho do livro “Deus-dará”, da escritora Alexandra Lucas Coelho.

“Como duas pessoas brancas, não sentimos o racismo em nossa pele e não podemos cantar como se tivéssemos vivido essa realidade. É uma versão para homenagear Elza e para trazer uma reflexão sobre a história. Um pedido, um alerta para a comunidade portuguesa e para a branquitude, para que seja feita uma autocrítica sobre os lugares de poder”, explicou Lila.

Com informações de: G1

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