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Eunápolis: Donos de imóveis danificados por explosão na Prosegur fazem protesto

Proprietários de pontos comerciais e de residências na quadra onde fica o prédio da Prosegur – explodido por bandidos na madrugada de terça-feira (06), realizaram uma manifestação no fim da tarde desta quinta-feira (08). Com cartazes em mãos, o grupo impediu que as máquinas contratadas pela empresa de transporte de valores continuassem a realizar a demolição do prédio. A empresa já havia informado, por meio de nota, que também foi vítima da ação criminosa e que não teria como arcar com mais nenhum prejuízo, uma vez que ‘a segurança pública é um dever do estado’.

Segundo a publicitária Geisa Soares, vários comerciantes ficaram prejudicados com a ação dos bandidos. Muitos estão impossibilitados de trabalhar. Ela disse que está sem dormir desde que ocorreu o ataque e que teve que arcar com os prejuízos.

O comerciante aposentado Adalberto Oliveira é dono de dois imóveis que foram interditados na quarta-feira (07) pela Defesa Civil do município. Ele questionou quem vai arcar com os prejuízos que está tendo, pois além dos pontos comerciais, possui seis apartamentos que serão desocupados pelos inquilinos devido aos danos causados pela explosão de terça.

A senhora Alzita Batista, dona de um dos imóveis mais danificados pela explosão, diz que solicitou ao engenheiro responsável pela demolição do prédio da Prosegur que também demolisse o que restou de seu imóvel. “As paredes estão todas rachadas. Eles só colocaram algumas estacas de madeira para segurar a faixada do prédio e disseram que vão deixar assim. A minha dúvida é quem será o responsável se a estrutura desabar e machucar alguém?”, questionou ela.

A  empresária Rosane Martineli não mora na região afetada pela explosão, mas é vizinha do novo prédio construído pela Prosegur, no final da antiga Rua da Colônia, também no centro. “Estou aqui para apoiar essa pessoa e para saber por que eles não saem da área urbana. Por que nos fazem de escudos humanos?”, criticou.

Proprietária de uma loja de calçados, Regina Reis disse que, além dos prejuízos materiais com a explosão, ainda teve que ficar com o estabelecimento fechado por dois dias. “Quero saber quem vai arcar com esse prejuízo. Vamos procurar nossos diretos na justiça”, destacou ela.

NOTIFICAÇÕES – O diretor de fiscalização da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Adeildo Marques, informou ao RADAR 64 que foi entregue uma notificação à Superintendência e a Gerência da Prosegur, determinando um prazo de três dias para que seja feita a desobstrução do passeio público em frente ao prédio que foi danificado pela explosão.

Além disso, Oliveira informou que a empresa precisa apresentar, em um prazo de 20 dias, o projeto de demolição do prédio. A Prosegur terá que apresentar ainda um laudo técnico referente a todos os danos causados a terceiros (imóveis que ficam no entorno do prédio que foi explodido).

 

Reproduzido por Namidianews.com.br|Créditos:Radar64

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