UFC tenta se espalhar pelo Brasil

Berço do MMA (artes marciais mistas), o Rio, de longe, centraliza a prática da modalidade no país: quatro atletas que participam da segunda edição do UFC Rio, amanhã, prepararam-se no município.

O campeão dos penas do UFC, o manauara José Aldo, que põe o cinturão em jogo contra o americano Chad Mendes, encabeça o grupo, que inclui o mineiro Rousimar Palhares, o fluminense Edson Barboza e Erick Silva, natural do Espírito Santo.

José Aldo durante entrevista coletiva; clique na foto e veja galeria

Não fosse a lesão do peso-pesado Fabio Maldonado, de Sorocaba (SP), que o tirou da programação de amanhã, o número pularia para cinco.

Já as cidades de São Paulo, Belém e Salvador foram palco dos treinos de um lutador cada uma.

Outros três competidores do UFC Rio se prepararam nos EUA: os cariocas Vitor Belfort e Gabriel Gonzaga e o baiano Ricardo Funch.

Em São Paulo, que recepcionará uma edição do UFC este ano, Felipe “Sertanejo” treina com a Barbosa Team.

Iuri Alcântara, da Ilha de Marajó, treina em Belém, e Ednaldo Lula, soteropolitano, prepara-se em Salvador.

“Como no Rio há muitos bons lutadores, é natural treinarem aqui pela facilidade de encontrar sparrings [parceiros de treino]”, explica André Pederneiras, técnico de Aldo.

O UFC tem como meta combater a concentração da cultura do MMA numa só região. Uma das diretrizes para a seleção dos candidatos a participar do reality show “The Ultimate Fighter Brasil” é a diversidade de Estados, segundo a Folha apurou.

Desta maneira, o público de mais municípios cultivarão o hábito de acompanhar as programação de MMA e consumir produtos da marca.

Outra estratégia para combater a regionalização do UFC é um projeto, trabalhado pelo presidente da empresa, Dana White, de organizar uma de Copa do Mundo do MMA.
A ideia é que, possivelmente no próximo ano, mas dependendo dos resultados do “The Ultimate Fighter Brasil”, o UFC organize versões do reality show em outros países. Os programas passariam a ocorrer simultaneamente.

Os vencedores representariam seus países em uma competição que colocaria frente a frente os vencedores dos reality shows.

A ideia é que, incentivada pelo sentimento de patriotismo, a Copa do Mundo atraia público de todos os Estados.

Dirigentes do UFC, no entanto, acreditam que, independentemente do número de academias no Rio ou em outros Estados, a popularidade é igual fora da capital.

“Espere só até você ver as finais do ‘The Ultimate Fighter Brasil’, com a defesa de título do Anderson Silva em um estádio em São Paulo”, disse há poucas semanas à Folha um dos proprietários do UFC, Lorenzo Fertitta.

“É um processo gradual. Com o passar do tempo, o esporte crescerá em outros Estados”, explica Pederneiras

 

FOLHA

 

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