Luxuoso, Qatar disponibiliza até praia artificial e conquista brasileiros do futebol com paparicos

Chamusca (esq.) e Silas na praia artificial do condomínio de Doha, no Qatar

Com bom aporte financeiro e muito interessado nos últimos anos em se desenvolver no futebol, o Qatar tem sido um paraíso para jogadores e técnicos brasileiros nos últimos anos. O país do Oriente Médio vai organizar a Copa do Mundo de 2022 e tem tentado fazer uma liga forte nos últimos anos.

Técnicos como Silas, Péricles Chamusca, Sebastião Lazaroni e o uruguaio Jorge Fossatti estão fazendo carreira no país asiático. Entre os atletas, nomes como  Diego Tardelli, Ewerthon, Magno Alves e Afonso Alves, todos com passagem pela seleção brasileira, perambulam pelo país árabe.

A tranquilidade e boa estrutura do local impressionam, assim como o tratamento dado para os profissionais do país pentacampeão mundial.

“Para quem é casado e tem família não tem coisa melhor. A gente só joga só aqui em Doha. O mais longe pra se viajar daqui é 50 km. Tudo é pertinho e tem tempo pra ficar com a família, estudar. Moramos em um condomínio que mora quase todo mundo, quase todos brasileiros”, falou Silas, do Al Gharafa.

“Você não tem ideia do que é esse país. É maravilhoso , seguro, calor o ano inteiro, daqui a pouco começa um calorzão mesmo e tem que treinar de noite. É um canteiro de obras modernas. Você pode sair 3h na manhã que não acontece nada com você na rua  É um país alegre. Os caras gostam muito de brasileiros, tem shoppings brasileiros, estádio futurista, campos de treinamento, tudo. E é seguro. Se você sai na rua, encontra o amigo ele abre a porta te chama pra dentro”, continuou.

Chamusca, do Al-Jaish, conta detalhes do condomínio em que mora, que tem até uma praia artificial à disposição. “As casas aqui são enormes. A casa que moramos tem cinco suítes, são imensas, com salas imensas e muito bem estruturadas”, falou.

“Esse condomínio que moramos tem praia uma praia artificial, que no período do calor usamos para tomar banho. Aqui [em Doha] tem shopping grande que pode chegar de iate, navio, lancha; é uma coisa muito gigante.”

Para os brasileiros que gostam de uma “cervejinha”, não há problemas pelo fato de o país ter algumas restrições quanto a este tipo de produto. Eles podem adquirir bebida alcoólica em um loja ao mostar ser estrangeiro. E podem comprar um limite de até aproximadamente R$ 3 mil reais por mês.

Mas só não podem ser vistos alterados pelas ruas. “Parece que tem uns lugares que se você pode beber se for com passaporte, não pode é te pegar bêbado na rua. Se pegar bêbado, aí complica. Se te pegar na rua o cara bêbado corre risco de tomar chibatada”, brincou Silas, que não bebe.

“Tem restaurantes e lugares que vendem bebidas alcoólicas, principalmente hotéis internacionais e restaurantes de maior porte, mas existem regras”, endossou Chamusca.

Para os brasileiros que querem fazer seu tradicional “churrasquinho”, a opção e só dentro de suas próprias casas, sem poder utilizar clubes ou outros lugares públicos.

“Pra fazer tem que ser em casa, eles [brasileiros que gostam] fazem em casa mesmo”, contou Chamusca.  “Esse negócio de fazer um churrasquinho, vai tomar chibatada ainda”, voltou a brincar Silas, sobre a tradicional mania de brasileiros.

Preocupados com a a qualidade de  vida dos brasileiros, os árabes disponibilizam até um dos principais campos do país para que eles possam jogar. Às sextas-feiras, todos os brasileiros, inclusive pessoas fora do futebol, costumam se reunir para uma tradicional “pelada” de confraternização.

“Sexta é o domingo deles aqui e tem a pelada do Brasileiros, eles emprestam um campo suplementar. Os brasileiros ficam das 9h30 até umas 12h30, preparadores físicos, é um negócio que movimenta”, falou Silas.

“Tem, toda sexta, é muito comum. Fui algumas vezes e sempre quando dá eu vou”, falou o zagueiro Anderson Martins, do Al Jaish.

 

 

UOL

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