Jogadores do Flamengo foram a show de pagode na primeira noite sem Luxemburgo

Alguns jogadores foram a show do Sorriso Maroto na noite seguinte à queda de Luxemburgo Foto: Cezar Loureiro

No mesmo dia em que Vanderlei Luxemburgo caiu, os jogadores do Flamengo também caíram… na farra. A demissão do treinador não fez ninguém chorar. O show do grupo Sorriso Maroto foi o programa escolhido na excepcional noite livre de quinta-feira, sem comando ou vigilância.

O pagode entrou pela madrugada no Clube Monte Libano — por coincidência, vizinho à sede rubro-negra da Gávea, de onde Vanderlei Luxemburgo já saíra mais cedo para não mais voltar. Dessa vez, Ronaldinho Gaúcho não estava na farra. Era esperado, mas desmarcou em cima da hora com os companheiros porque recebera familiares do Sul em sua casa.

A vida noturna dos jogadores era uma das principais preocupações de Vanderlei Luxemburgo. E o técnico tinha certeza de que o grupo era influenciado pela vida desregrada de Ronaldinho Gaúcho.

— Na véspera de um jogo, Willians foi visto num pagode às 5h. Ele e os outros começaram a fazer o que Ronaldinho fazia — disse um integrante da antiga comissão técnica.

No início desta temporada, Vanderlei chamou Ronaldinho Gaúcho para uma conversa franca.

— Não vou mais admitir o comportamento do ano passado — disse-lhe, sem ouvir nenhuma resposta do jogador, sempre calado e arredio.

Vanderlei referia-se às frequentes noitadas do jogador que tinham como consequência seu desgaste nos treinos no período da manhã, quando Ronaldinho refugiava-se no departamento médico.

— A diretoria está refém do cara. E, desse jeito, o Flamengo não irá a lugar nenhum — destacou outro integrante da antiga comissão técnica.

 

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