Flamengo encara ‘decisão’ contra o Resende

Dupla é a aposta da torcida Foto: Rui Porto Filho / Fotoarena

Se fosse uma escola de samba, o time do Flamengo sob o comando do técnico Joel Santana ainda precisaria melhorar nos quesitos harmonia e conjunto. Mas para o jogo de hoje, às 16h20, contra o Resende, em Volta Redonda, a vaga para a semifinal da Taça Guanabara depende da comissão de frente, formada por Ronaldinho, Deivid e Vagner Love.

A formação ofensiva estará de volta depois da partida contra o Lanús, pela Libertadores, da qual o Artilheiro do Amor não participou, pois estava suspenso. O desfalque desta vez fica por conta do meio-campo Renato, que fraturou a mão na Argentina. Mesmo assim, o técnico Joel Santana brinca que a escalação já flui como música, mesmo admitindo que falta dar o tom certo à equipe.

– Estou com três jogadores de qualidade na frente. Quando eles se entrosarem vai ter uma melhora. Ainda procuro a equipe ideal. Com o Love vamos ter mais força. Estreou bem, é experiente, um ponto em termos de grupo. O jogo e dificílimo, num horário cruel – afirmou o técnico, se referindo ao calor.

Time em formação

Joel fez questão de reclamar, em tom resignado, da maratona de jogos do Flamengo e do calendário truncado com o carnaval e jogos de Carioca e Libertadores. No total, o time disputou nove partidas em menos de um mês, desde que foi a altitude boliviana jogar contra o Potosí, dia 25 de janeiro, culminando com a partida em Buenos Aires contra o Lanús.

– Eles jogaram sexta, nós domingo, num calor daqueles. Pegamos aviao de Macaé, que sacudiu como Deus não queria. No outro dia estávamos viajando. Em três dias já era o do jogo dentro de um caldeirão. Chegamos ao Rio e pegamos trânsito. Cheguei em casa estava cheio de dor no corpo. Fui dormir 2h e acordei 5h. Ninguém é de ferro. Jogador não é maquina. Na é tirar a festa, é regularizar os compromissos para o espetáculo poder acontecer – disse.

Carnaval liberado?

Contudo, perguntado se liberaria os jogadores para a folia no carnaval, Joel preferiu aguardar o resultado de hoje, e “não se precipitar”. Enquanto falava de música e futebol, o técnico enumerava outros motivos para justificar a montagem do time, o mais apelativo a comparação com a formação da equipe campeão brasileira de 2009, que tinha três volantes, com Petkovic, Zé Roberto e Adriano no ataque.

– Nao faço as coisas por acaso. Não invento nada. Fui ver lá atrás que o Flamengo foi campeão com o time parecido com que colocamos (pela Libertadores). A coisa deu certo. Quando eu tirei o Airton eu tomei o gol – lamentou o supersticioso treinador, que nem quis comentar a eliminação do Flamengo para o Resende no sábado de carnaval de 2009.

– Não me lembro o que comi semana passada. Nuvem ruim passa – filosofou, apostando em show de Ronaldinho dessa vez.

– Todo mundo tem que ter uma estrela. Logo ele vai dar o show que vocês estão querendo, porque tem competência pra isso.

 

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