Mãe assiste enforcamento de filha de 11 meses ao vivo no Facebook; Veja o vídeo

Caso levanta discussões sobre responsabilidade de redes sociais sobre conteúdo compartilhado.

Um homem de 20 anos envenenou e enforcou a filha de 11 meses ao vivo no Facebook na cidade de Phuket, na Tailândia, na última segunda-feira (21). Wuttisan Wongtlay cometeu suicídio após matar a bebê Beta.

De acordo com o jornal O Globo, o vídeo de quatro minutos mostra o homem amarrando uma corda em volta do pescoço da criança antes de soltá-la do telhado de um prédio. As imagens ficaram disponíveis por 24h antes de serem retiradas do ar.

“No vídeo, Wongtalay mostra uma garrafa com um líquido, que depois nós confirmamos que era kratom (bebida feita com planta nativa com efeito sedativo e psicotrópico). Ele dá a bebida para a menina, e também bebe. Depois, ele amarra a corda no pescoço da garota”, descreve o policial Sanit Nookhong.

“Você pode ouvir o bebê chorando, até que o choro para. Então, ele puxa a menina para o telhado do prédio e solta a corda ao redor do pescoço”, afirma o policial.

A mãe da menina, Jiranuch Trirat, de 21 anos, viu o vídeo e chamou a polícia. Os agentes encontraram os dois corpos pendurados em um prédio abandonado. A jovem conta que o namorado tinha crise de ciúmes e que havia ameaça-do matá-la.

Na semana passada, o Facebook informou que estava atualizando o sistema de monitoramento de vídeos violentos e outros materiais sensíveis após imagens do assassinato de um idoso em Cleveland, nos Estados Unidos, serem transmitidas ao vivo.

A jovem de 22 anos contou que está devastada após assistir ao assassinato. “Eu estava com o meu irmão mais velho quando ele entrou no Facebook”, contou. “Ele rolou a tela para baixo e de repente vimos a transmissão ao vivo. Eu me virei para dar uma olhada e vi ele (Wuttisan) soltando a minha filha com a corda. Eu não consegui continuar assistindo”, desabafou a mãe.

Ao entender o que estava acontecendo, Jiranuch pediu ajuda a parentes e à polícia, mas já era tarde. Os corpos de Natalie e Wuttisan, que se suicidou na sequência, foram encontrados horas depois.

O crime causou polêmica não só na Tailândia, mas em todo o mundo, e gerou uma discussão sobre a responsabilidade das empresas responsáveis pelas redes sociais em relação aos conteúdos compartilhados. O vídeo ficou disponível por cerca de 24 horas.

“Eu não culpo o Facebook. Eles não são parte do problema, nós podemos escolher entre publicar alegrias ou tristezas”, disse a mãe.

A mãe diz perdoar o ex-namorado, pois “viver com ódio por um longo período não vai trazer a filha de volta”.

Ainda não se sabe o que motivou o crime. O pai costumava cuidar da filha quando a mãe ia para a escola.

https://www.youtube.com/watch?v=yzYxOMaFr18

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