Comunidade Pataxó comemora a recuperação de 31 indígenas em Santa Cruz Cabralia

Trinta e um pacientes indígenas, estão recuperados da covid-19. Ao todo, de acordo o último boletim atualizado pela DSEI-Ba.

Foram implementados Grupos de Trabalho nos 09 Polos Bases do DSEI-Ba, onde inclui os caciques e lideranças e parceiros dos municípios no processo de trabalho através do plano de ação para cada aldeia.

O Distrito Sanitário Especial de Saúde indígena da Bahia DSEI-Ba, contém 33 mil indígenas, 135 Aldeias distribuído em 29 municípios, 09 pólos Bases de Saúde nos territórios.
Um ponto de apoio aos indígenas em Feira de Santana.
São 19 etnias atendidas, por 34 equipes multidisciplinares.

Sinivaldo Braz Ferreira, 50 anos recuperado da COVID-19


Sendo utilizada a norma técnica do Ministério da Saúde.
Hoje o informe técnico da Secretaria Especial de saude indígena, plano Nacional de Contingêncial contra o COVID 19.
“Construímos o plano Distrital de Saúde indígena da Bahia.
Foi criado um protocolo de reunião direto com os Pólos.
Monitoramento direito com as equipes nas comunidades.
No plano do DSEI-BAHIA tem como protocolo a criação do plano de cada pólo, com grupo de trabalho nos pólos, composto com: um profissional da sede do DSEI, Cacique, Lideranças, conselheiros, prefeitura, Universidade é outros parceiros.”

“Fico muito feliz com esse resultado, nossos indígenas recuperados, o Senivaldo, Ariri, João Ferreira, tivemos apenas um óbito, o Valmir que era liderança em nossa comunidade, muitos estão morrendo nas aldeias em todo Brasil. A SESAI, está fazendo todo o acolhimento, pedindo que respeitem o isolamento social.” Zeca Pataxó.

Ariran Braz Ferreira, recuperado da COVID-19

As comunidades indígenas, que somam meio milhão de pessoas em todo o mundo, estão particularmente vulneráveis à pandemia do novo coronavírus devido às condições de vida precárias, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nessa segunda-feira (20).

João Santana Ferreira, 75 anos, recuperado da COVID-19

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que em 6 de julho havia mais de 70 mil casos contabilizados de covid-19 entre povos indígenas nas Américas, com mais de 2 mil mortes.

“Os povos indígenas costumam ter alto nível de pobreza, desemprego, desnutrição e doenças transmissíveis e não transmissíveis, tornando-os mais vulneráveis à covid-19 e seus graves resultados”, disse ele, em entrevista virtual na sede da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra. “A OMS está profundamente preocupada com o impacto do vírus nos povos indígenas das Américas, que continuam sendo o epicentro atual da pandemia.”

Recentemente, pelo menos seis casos foram detectados entre o povo nahua na Amazônia peruana, observou Tedros. Ele pediu às nações que tomem todas as precauções de saúde necessárias, com ênfase especial no rastreio de contatos, para tentar conter a propagação da covid-19. “Não podemos esperar uma vacina. Temos que salvar vidas agora”, disse .

As infecções globais pela covid-19 alcançaram mais de 14,5 milhões, de acordo com contagem da Reuters, com mais de 600 mil mortes.

Vacina
A OMS comemorou a notícia de que a vacina experimental da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, na Inglaterra, se mostrou segura e produziu resposta imunológica em testes clínicos de estágio inicial, feitos em voluntários saudáveis.

A vacina, chamada AZD1222, não provocou efeitos colaterais graves e gerou respostas imunes a anticorpos e células T, de acordo com os resultados do estudo publicado na revista médica The Lancet.

“Parabenizamos nossos colegas pelo progresso que fizeram”, disse Mike Ryan, chefe de Emergências da OMS, no mesmo briefing online. “Esse é um resultado positivo, mas há um longo caminho a percorrer. Agora precisamos passar para testes em larga escala.”

Redação Namidia News, fotografias cedidas por lideranças da Aldeia Pataxó, informações OMS/ DSEI-Ba

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