Conforme a delação de Vasco Rusciolelli, filho da desembargadora Sandra Inês Rusciolelli, homologada em junho deste ano pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Porto Seguro estaria enfrentando um esquema de grilagem de terras “nos mesmos moldes” do que é investigado pela Operação Faroeste, no oeste baiano, inclusive “com prática de diversos crimes”.
No documento, obtido pelo Bahia Notícias, Rusciolelli acusa o advogado Thiago Phileto de ser um dos operadores da Faroeste e de atuar em algumas ações possessórias na Comarca de Porto Seguro. O texto cita um caso em que um pedido de reintegração de posse de terras foi deferido pela Justiça. Então, a incorporadora Bahia Beach, parte adversa, manejou um agravo de instrumento, que coube à 4ª Câmara Cível.
“Nesse momento, ingressou na empreitada Rafael Duarte de Castro – operador, também conhecido pelo perfil de esbanjar carrões de mais de R$ 400 mil -, que conseguiu a manutenção da decisão de piso, em razão do seu lobby, no caso em que a sua mãe, Gardenia Pereira Duarte, era relatora do feito. O esquema suspendeu a venda de lotes do empreendimento Fasano, que foi levado a firmar acordo milionário, poucos dias depois, com o grupo, para prosseguir o empreendimento. Portanto, o mesmo modus operandi dos demais esquemas de grilagem ocorridos na Bahia”, aponta a delação.
Ainda de acordo com o documento, o colaborador não tem conhecimento se houve participação efetiva da desembargadora Gardênia Duarte. Entretanto, a delação aponta que o filho da magistrada, Rafael, operava em outros processos no gabinete da mãe, “negociando decisões, inclusive, com a participação efetiva de Julio Cavalcante”.
O empreendimento da rede Fasano em Trancoso ainda não está aberto, e tem previsão de inauguração no Réveillon deste ano. Além do hotel com 40 bangalôs, o projeto contempla 19 estâncias e 23 villas residenciais em uma área de 500 metros de frente para o mar.
Fonte: Da Redação Namidia News com informações de Bahia Notícias