Quais os cuidados cardíacos, hipertensos e diabéticos devem ter perante risco de contrair coronavírus?

Quais os cuidados cardíacos, hipertensos e diabéticos devem ter perante risco de contrair coronavírus?

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Posted by Namidia News on Sunday, March 22, 2020

“Em todo alerta sobre as infecções pelo novo coronavírus, duas condições estão no topo das preocupações que, quando unidas, representam risco maior de agravamento do quadro individual: a idade avançada e a presença de comorbidades, que são as doenças pré-existentes.

A suscetibilidade à infecção é igual para todos os expostos ao vírus, mas há diferenças na manifestação e na gravidade dos quadros.

“Isso ocorre por que as pessoas têm diferentes reservas funcionais. Quem tem problemas de saúde anteriores tem menos reservas cardíaca e pulmonar, o que leva ao desgaste maior e mais chance de comprometimento e de óbito decorrente da tentativa do organismo de combater o vírus”, diz o infectologista Jaime Rocha.

Além de diabete, doença arterial coronariana, doença pulmonar obstrutiva crônica e insuficiência renal, são potenciais agravadores da doença outras comorbidades como câncer (e pacientes em quimioterapia), portadores de HIV não tratados (e com imunidade baixa) e transplantados de forma geral. “Claro, há casos de jovens com essas comorbidades que manifestaram a doença e agravaram e outros não, então ainda não há resposta clara”, diz.

Mas como as comorbidades tornam suscetíveis a quadros mais graves pacientes infectados pelo novo coronavírus? Segundo Marta Fragoso, médica infectologista dos Hospitais VITA e do Hospital de Clínicas da UFPR, essas doenças criam dificuldades para a defesa do organismo quando atacado.

“Uma infecção viral respiratória (influenza, gripe ou Covid-19), demanda maior metabolismo do organismo, que fica acelerado e precisa de muito mais energia para poder dar conta da infecção, causando repercussão grave e agravando a doença de base”, diz ela.”

“Coração muito exigido

Quem tem alguma condição cardiovascular, principalmente quem já teve um infarto, derrame, quem tem hipertensão ou o entupimento de grandes vasos (as doenças cardiovasculares mais comuns), deve ficar atento também.

“A fragilidade desse cardiopata não vem da redução da imunidade, mas por ter uma baixa reserva quando o organismo mais precisa que o coração bombeie sangue de modo mais eficaz, que o cérebro trabalhe melhor e que todos os vasos funcionem do melhor modo possível”, diz Jaime Rocha. “

É como acelerar o carro com pouco óleo. A falta de óleo não afeta o sistema desse carro, ele vai andar devagar e bem, mas se este carro tiver que acelerar, ele não terá reserva para isso.”

Isso ocorre porque frente à infecção, o organismo produz a síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS), que demanda mais do organismo como um todo.

“Um coração no limite da função pode acabar entrando em exaustão. Mas isso ocorre também com o pulmão em portadores de enfisema pulmonar, já que este paciente pode ter hipoxemia crônica (falta de oxigênio no sangue) e, ao ser submetido a uma infecção que piora ainda mais a oxigenação, isso pode conduzir à insuficiência respiratória crônica agudizada e levar o paciente a precisar de ventilação mecânica em uma unidade de terapia intensiva (UTI)”, diz o infectologista Clovis Arns, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.”

“Diabetes e hipertensão

Entre as mais comuns comorbidades encontradas em pacientes diagnosticados com o Covid-19 até o momento estão diabetes e hipertensão que, segundo o infectologista Jaime Rocha, se deve à maior prevalência dessas doenças crônicas no mundo, principalmente em pacientes de maior idade.

“Hipertensão não altera propriamente a imunidade, enquanto a diabetes pode, sim, ter efeito sobre ela: estudos mostram altera a velocidade de replicação e de resposta dos macrófagos, mas isso depende do tipo, da gravidade e dos tratamentos associados”, diz ele.

Quem faz mau controle de doenças crônicas também se expõe a quadros mais graves. “Pacientes com diabetes mal controlada e HIV não controlado são mais suscetíveis a infecções graves”, diz Clóvis Arns, médico infectologista.

Medicamentos no alvo

Usuários crônicos de corticoide, como asmáticos ou pacientes que têm doença inflamatória crônica, que precisam usar o corticoide em dose alta, como anti-inflamatório hormonal, precisam ficar atentos por que seu uso pode baixar a imunidade.

“Doenças autoimunes – principalmente as reumáticas como artrites e lúpus – fazem com que o organismo fique mais inflamado cronicamente, alterando a imunidade e deixando-os mais suscetíveis”, diz Marta Fragoso, médica infectologista.

Complicação tardia

Por outro lado, com a infecção instalada, entre as complicações mais comuns da doença até então registradas e que decorrem da Covid-19 está a sepse. Segundo a infectologista Marta Fragoso, esse cenário é algo natural, pois que se trata da complicação mais tardia da infecção.

“A Covid-19 inicia como uma infecção (5% dos casos necessitam de UTI) e muitos evoluem para sepse, que é uma infecção bacteriana. Ou seja, começa como doença viral e a morte acaba por sepse, que é uma complicação bacteriana secundária”, diz ela.”

Com informações: Sempre Famlília

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