Lote com 120 mil doses da CoronaVac chega a São Paulo trazido da China

Material, que foi trazido da China e desembarcado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, faz parte de um lote de 6 milhões de doses.

A candidata à vacina está na fase três dos testes e demonstrou 97% de eficiência nos voluntários do país asiático que participam do ensaio clínico.

As primeiras doses da CoronaVac, candidata à vacina contra a COVID-19, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, chegaram ao Brasil. No entanto, nesta quinta-feira (19), o governo do Estado de São Paulo recebeu uma leva com 120 mil doses.

O governador João Dória (PSDB), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o secretário de Saúde, Jean Gorinchtey, foram até o Aeroporto Internacional de Gurulhos, na Grande São Paulo, para acompanhar a chegada do lote da substância.

Quatro candidatas à vacina são testadas no Brasil contra o novo coronavírus. A Coronavac, no entanto, foi o centro de uma polêmica entre o governador de São Paulo e o presidente Jair Bolsonaro. No final de outubro, depois de o ministro da Saúde Eduardo Pazuello ter anunciado protocolo de intenções para aquisição de 46 milhões de doses, ele foi desautorizado pelo presidente.

Um estudo revisado por cientistas, publicado na terça-feira (17) na revista The Lancet,  aponta que a CoronaVac é segura. Além disso, a candidata à vacina foi capaz de criar anticorpos em 97% de 700 voluntários que participaram da fase de testes 1 e 2 na China.  

Vacinas em teste no Brasil

Além da CoronaVac, estão em teste no Brasil as candidatas à vacina da Oxford,  da BioNTech e Wyeth/Pfizer e da Johnson-Johnson. A vacina de Oxford contra a COVID-19 está na terceira e última fase de testes em humanos no Brasil e em outros países. No entanto, ela foi produzida pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford,

O estudo para as vacinas desenvolvidas pela BioNTech e Wyeth/Pfizer foi aprovado pela Anvisa em 21 de julho e prevê a inclusão de cerca de 29 mil voluntários, sendo 1 mil deles no Brasil, em São Paulo no Centro Paulista de Investigação Clínica, e na Bahia, na Instituição Obras Sociais Irmã Dulce. A aprovação mais recente para estudo clínico, 18 de agosto, é da vacina produzida pela divisão farmacêutica da Johnson-Johnson. No entanto, o ensaio clínico aprovado é um estudo de fase três. 

Fonte: Estado de Minas

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