EUA concluem que China adulterou dados sobre gravidade do novo coronavírus

Os Estados Unidos concluíram que a China adulterou os dados sobre a gravidade do novo coronavírus. A informação é de acordo com um relatório dos serviços de inteligência norte-americanos divulgado no início deste mês.

A agência Bloomberg comentou sobre o relatório confidencial que foi entregue anteriormente à Casa Branca.

Os serviços de inteligência norte-americanos estimam que o número de mortes e casos de infecção divulgados por Pequim sejam falsos. São acusados de serem intencionalmente abaixo quando comparados à realidade da pandemia naquele país.

“O Partido Comunista Chinês mentiu e continuará a mentir sobre o coronavírus para proteger o regime”, conforme o senador republicano Ben Sasse.

“Os serviços de inteligência norte-americanos confirmaram agora o que já sabíamos: a China esconde a severidade deste vírus há meses”, de acordo com seu colega no Senado, William Timmons. “O mundo agora está pagando por esses erros (da China)”.

Michael McCaul, senador republicano do Comitê de Relações Externas da Câmara, observou, com base no relatório, que as autoridades chinesas “esconderam o verdadeiro número de pessoas infectadas com a doença”.

Críticas

A administração de Donald Trump criticou duramente a China, dizendo que houve falta transparência de Pequim sobre a pandemia, que agora se propaga pelo mundo.

Até agora, a administração Trump não tinha acusado Pequim de forma tão clara de ter deturpado o balanço e os efeitos da pandemia.

Anteriormente, o coordenador da unidade de crise criada pela Casa Branca para combater a pandemia colaborou com a tese de que os números fornecidos pela China sobre a pandemia continham defeitos.

“A comunidade médica interpretou os números chineses como sendo graves, mas não tão graves como deveriam ter sido porque não tinha uma quantidade significativa de dados (de Pequim) “, de acordo com Deborah Birx, da unidade de crise.

A China, onde o primeiro paciente foi oficialmente detectado, em dezembro, registou 3.312 mortos e 81.554 casos de infeção, conforme dados divulgados.

Nos Estados Unidos, o covid-19 já matou mais de 4.600 pessoas e infectou mais de 209.000, de acordo com a contagem da Universidade John´s Hopkins. Assim, a suspeita que a China encobriu os dados reais da pandemia no seu país aumenta.

Um dos fatos que deu início à desconfiança é o elevado número de chineses que, nos últimos dias, têm tentado recuperar as urnas e as cinzas dos seus familiares depois do confinamento obrigatório imposto em Wuhan, berço da pandemia.

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de Agência Lusa

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