Covid-19: Rússia diz ter como fornecer ao Brasil 50 milhões de doses de vacina

Doses da Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19
Doses da Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19 (Foto: Andrey Rudakov/Fundo Russo de Investimento Direto/Reuters)

O diretor geral do Fundo Russo de Investimentos Diretos, Kirill Dmitriev, responsável pela produção da vacina russa contra o novo coronavírus (Covid-19), afirmou que a Rússia tem condições de fornecer ao Brasil 50 milhões de doses do imunizante já em janeiro de 2021.

Dmitriev garantiu que a vacina é eficaz e segura e disse ainda que o governo russo tem mantido contato com a Anvisa.

“Estamos trabalhando em conjunto com a Anvisa e assim que conseguirmos a autorização, poderemos entregar a vacina em janeiro de 2021. Nós não faríamos testes clínicas fora da Rússia, inclusive no Brasil, se não acreditarmos na segurança e na alta eficácia da vacina.”, destacou Kirill Dmitriev. 

Em comunicado divulgado hoje, a Rússia informou que a vacina Sputinik V é 92% eficaz contra o coronavírus, mas os resultados ainda não foram revisados por outros cientistas.

De acordo com Dmitriev, os dados serão disponibilizados para comunidade acadêmica internacional até a primeira semana de dezembro. 

“Garantimos a transparências nos dados porque temos a certeza que a vacina é segura e queremos poder fornecer para o mundo todo. Vacina é para unir pessoas. É para salvar as pessoas”, disse Kirill Dmitriev 

Bahia e Paraná já possuem acordo com governo russo para receber o imunizante – cerca de 50 milhões de doses. No final do mês passado, os primeiros documentos para conseguir a aprovação da vacina russa no Brasil foram protocolados pelo governo russo na Anvisa. 

De acordo com Dmitriev, “milhões de russos” estarão vacinados até o final deste ano e a ideia é que o Brasil seja capaz de produzir o imunizante também, sem ter que importar as doses.

A Rússia conversa com outros estados e com o governo federal em busca de um acordo para venda e importação de tecnologia para desenvolvimento do imunizante.

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de CNN

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